Tecnologia do Pará leva energia a lugares distantes
Patente da universidade paraense atende comunidades isoladas
A patente desenvolvida pela Universidade Federal do Pará passou a ser utilizada no fornecimento de energia elétrica para comunidades isoladas da Amazônia. A tecnologia integra um sistema de geração e armazenamento capaz de atender localidades distantes da rede convencional, reduzindo a dependência de geradores movidos a combustíveis fósseis e ampliando o acesso ao serviço em áreas remotas.
A iniciativa resulta de pesquisas conduzidas na instituição em parceria com empresas do setor elétrico.
O sistema combina geração fotovoltaica, bancos de baterias e supercapacitores para garantir maior estabilidade no fornecimento.
A proposta foi desenvolvida para atender oscilações de consumo ao longo do dia, armazenando eletricidade produzida pelos painéis solares e liberando essa energia conforme a demanda das comunidades. O modelo busca assegurar continuidade no abastecimento mesmo em períodos sem incidência solar suficiente.
A tecnologia foi criada por pesquisadores vinculados à Universidade Federal do Pará e integra um projeto voltado ao desenvolvimento de soluções para localidades fora do Sistema Interligado Nacional.
Os estudos envolveram testes em ambiente controlado e, posteriormente, a aplicação prática em comunidades da região amazônica. A expectativa é que o modelo contribua para reduzir custos operacionais e ampliar a eficiência do atendimento em áreas de difícil acesso.
A adoção da patente ocorre em um cenário de expansão das políticas públicas destinadas à universalização da energia elétrica na Amazônia Legal. Programas federais preveem o atendimento de populações residentes em regiões remotas por meio de sistemas isolados de geração, priorizando fontes renováveis e soluções adequadas às características locais.
Benefícios
Além do fornecimento de eletricidade para residências, a disponibilidade contínua de energia pode beneficiar escolas, unidades de saúde e atividades produtivas, favorecendo o funcionamento de equipamentos e serviços essenciais. A experiência desenvolvida pela Universidade Federal do Pará também pode servir de referência para novos projetos voltados à inclusão energética em outras áreas da Amazônia, onde milhares de moradores ainda dependem de sistemas alternativos de abastecimento.