Roraima cresce em qualidade de vida em 2026

O Índice Desenvolvimento Humano atual supera 2024

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Roraima alcançou Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,780 em 2024 e consolidou o estado na faixa de alto desenvolvimento humano, segundo dados do Radar IDHM 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa avanço de 12,3% em relação a 2021, quando o índice estadual era de 0,694. Em termos nominais, o crescimento foi de 0,086 ponto no período.

O desempenho confirma a trajetória de recuperação e expansão dos indicadores sociais no estado após os impactos registrados durante a pandemia.

Na série histórica, Roraima também superou o índice de 2012, quando o IDHM estadual era de 0,761. O indicador reúne dados relacionados à renda, educação e longevidade para medir as condições de desenvolvimento humano da população.

Em nível nacional, o Brasil atingiu IDHM de 0,805 em 2024 e ingressou, pela primeira vez, no grupo de países classificados com muito alto desenvolvimento humano. O levantamento aponta que o país recuperou perdas registradas entre 2020 e 2021, período marcado pelos efeitos econômicos e sociais da pandemia. O índice nacional passou de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até alcançar o novo patamar em 2024.

O Radar IDHM também identificou redução das desigualdades raciais no país. Entre 2012 e 2024, o desenvolvimento humano da população negra cresceu 10,3%, quase o dobro da evolução observada entre a população branca, de 5,5%. Com isso, a diferença entre os dois grupos caiu de 14% para 9% ao longo da série histórica.

Segundo o levantamento, todas as unidades da Federação registraram crescimento do IDHM entre 2012 e 2024. Os maiores avanços proporcionais ocorreram em estados do Nordeste, como Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte. Em 2024, dez estados brasileiros atingiram a faixa de muito alto desenvolvimento humano.

Regiões metropolitanas

O estudo também avaliou 20 regiões metropolitanas e a Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina. Florianópolis apresentou o melhor desempenho do país, com índice de 0,874, seguida por Curitiba, com 0,856. Os menores resultados foram registrados nas regiões metropolitanas de Macapá, com 0,762, e Maceió, com 0,776. Os dados reforçam a tendência nacional de recuperação dos indicadores sociais e econômicos.