Hidrovias ativas ligam comunidades no Norte
Rios como Amazonas exercem papel estratégico na logística
Fundamentais para a integração logística brasileira, para o abastecimento de produtos e serviços a populações ribeirinhas e para o agronegócio, as hidrovias são alternativas mais eficientes, econômicas e sustentáveis de transporte, especialmente em regiões onde esse meio é uma das poucas opções de transporte (em alguns casos, a única opção). No Norte do Brasil, os rios também representam a principal via de deslocamento de pessoas e abastecimento de comunidades.
Atualmente, essa região do Brasil conta com quatro hidrovias, que são administradas pela Diretoria de Infraestrutura Aquaviária (DAQ), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit): a HN-100 Rio Amazonas, a HN-117 Rio Madeira, a HN-132 Rio Solimões e a Hidrovia do Tapajós/Teles Pires (HN-106 Rio Tapajós/HN-110 Rio Teles Pires). Todas elas são responsáveis por conectar municípios, impulsionar o comércio e garantir o escoamento da produção agrícola e mineral.
Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, a navegação interior ocupa papel central na estratégia logística e ambiental do país. "Ao modernizar as hidrovias, fortalecemos a logística nacional, reduzimos impactos ambientais e ampliamos oportunidades nos territórios ribeirinhos. Os rios aproximam pessoas, serviços e mercados, promovendo inclusão e qualidade de vida", destaca.
A HN-100 Rio Amazonas é a principal via de transporte do Norte. Com 1.646 km de extensão, responde por 65% de toda a carga movimentada na região e transporta, anualmente, cerca de 50 milhões de toneladas. Navegável durante o ano todo, inclusive em períodos de estiagem, conecta cerca de 70 terminais e atende 9,2 milhões de pessoas, nos estados do Amazonas, Amapá e Pará. Pela via circulam combustíveis, produtos regionais, grãos, minérios, celulose, bauxita e caulim, além de ser fundamental para o comércio externo do Norte do país.
Já a HN-117 Rio Madeira é estratégica para o escoamento de soja, milho e açúcar produzidos no Centro-Oeste. Com 1.060 km navegáveis entre Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), a hidrovia atende cerca de 781 mil pessoas e mantém operação durante todo o ano. Além da produção agrícola, a via garante o abastecimento de combustíveis e mercadorias essenciais aos municípios ribeirinhos. A HN-132 Rio Solimões também exerce papel decisivo na integração regional. Com 1.630 km de extensão, ele atravessa 87 municípios e conecta áreas dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima. A hidrovia permite o deslocamento de passageiros.