Amazonas cria plano estadual de bioeconomia
Documento foi lançado no Conselho de Desenvolvimento
Durante a 319ª reunião ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), realizada nesta quarta-feira (01/04), o governador Wilson Lima (União Brasil) assinou o decreto que institui o Plano Estadual de Bioeconomia.
A medida marca um novo direcionamento estratégico para o desenvolvimento econômico do estado, com foco na agregação de valor aos recursos naturais e na geração de emprego e renda, especialmente no interior.
Cadeias produtivas
O Plano Estadual de Bioeconomia foi apresentado, inicialmente, durante a COP30, realizada em Belém, no ano passado, e agora passa a orientar as políticas públicas e os investimentos do estado no setor.
Na prática, o plano estabelece diretrizes para transformar cadeias produtivas locais, incentivando a industrialização de insumos da floresta.
A proposta é permitir que produtos como frutos, óleos e extratos deixem de ser comercializados apenas in natura e passem a ser processados no próprio estado, gerando maior valor agregado e renda para produtores e comunidades.
Logo na abertura do encontro, o governador destacou a importância da participação de todos os envolvidos na criação do Plano.
"É um trabalho de escuta às comunidades, às instituições locais, nacionais e internacionais, para que a gente pudesse colocar num documento as potencialidades do nosso estado, principalmente do interior, e transformar esse potencial em produto", afirmou.
Wilson Lima ressaltou que o objetivo é mudar a lógica econômica baseada apenas na extração de matéria-prima, incentivando a industrialização e o aproveitamento da biodiversidade amazônica. "Estamos falando de fármacos, de cosméticos e de tantos outros produtos que podem ganhar escala com o que temos aqui, com o nosso diferencial em relação às outras regiões", completou.
Avanços
Entre as mudanças previstas com o decreto está o fortalecimento da integração com o Polo Industrial de Manaus (PIM), com incentivos para empresas que utilizem insumos da biodiversidade em suas linhas de produção.
A estratégia busca posicionar o Amazonas não apenas como um polo montador, mas também como referência em bioindústria, com foco em setores como cosméticos, fármacos e alimentos processados.
O plano prevê ainda investimentos em infraestrutura e logística para o interior.