Modo de vida amazônico como prêmio de sustentabilidade

Vencedores do Braztoa tiveram manhã de imersão na Ilha do Combu

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Uma manhã de vivência e imersão na gastronomia, na cultura, na produção associada ao turismo e no modo de vida amazônico.

Esse foi o objetivo da visita promovida pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur) aos representantes da Braztoa, Embratur, Sebrae e aos finalistas do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade na Ilha do Combu, na manhã desta segunda-feira (8).

Chocolate

A primeira experiência foi na fábrica de chocolate Filha do Combu, onde os participantes puderam conhecer sobre a história do cacau e chocolate produzido na Ilha, a importância da preservação ambiental e sobre a produção sustentável dos chocolates da empreendedora dona Nena.

"Aqui na fábrica a gente faz o máximo possível para trabalhar todos os produtos dentro da sustentabilidade. Hoje temos um leque não só de chocolate, mas também os derivados de cacau, o chocolate fino e vários produtos que vêm direto da floresta, como o araçá, que a gente transforma em licor, o jenipapo também em licor, o cupuaçu vira doce, vira suco, vira recheio de bombons", comentou dona Nena.

"Fazemos também parcerias para trazer das pessoas da comunidade os produtos, que são absorvidos para que o produtor ganhe e também seja uma oportunidade de divulgar nosso estado".

Atualmente, a fábrica produz aproximadamente 80 produtos, entre sabores de chocolate, licores e doces artesanais. "Sempre falo para as pessoas que eu defendo isso aqui porque é a minha casa, é a minha ilha, é o meu território. E a gente tenta manter esse território com a floresta em pé, trazendo oportunidade para pessoas da própria comunidade, gerando emprego, gerando renda para elas, seja diretamente na empresa ou absorvendo a produção", acrescentou Nena.

Gastronomia

Após a visita a fábrica, os finalistas foram recebidos no restaurante Porto Combu, para uma imersão na gastronomia regional preparados pelo chefe Arturo Baéz.

"Não tem como falar de turismo e cultura sem falar de gastronomia. O trabalho que nós fazemos aqui é o trabalho de enaltecer a cultura e a gastronomia amazônica de forma sustentável, então a gente faz esse movimento de servir com responsabilidade, para que outros prêmios como o de Cidade Criativa da gastronomia, título da Unesco, venham para Belém, venham para o Pará. Toda essa experiência que proporcionamos aqui é feita com muito amor, com muito carinho e, acima de tudo, com muito respeito ao bioma amazônico. É um trabalho que já fazemos há uns anos. E com a vinda da COP corroborou para que esse trabalho aparecesse para o mundo e agora é continuar, tanto para o povo do Pará quanto para o povo brasileiro que quer conhecer o nosso pedacinho da Amazônia", sintetizou o chefe Baez.

Projeto Ibiti

Entre as iniciativas finalistas que participaram da vivência, estava o projeto Ibiti, de Ibitiboca, em Minas Gerais, projeto de território regenerativo de mais de 6 mil hectares que trabalha com regeneração e conservação de espécies que estão ameaçadas de extinção na Mata Atlântica.

"É uma honra estar como finalista do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade", afirma Raquel Pazos, responsável pelo projeto.

"Trabalhamos com regeneração de territórios, com comunidade, com o social, e poder estar aqui, em Belém, nessa experiência imersiva, junto com a comunidade, junto com produtores, foi incrível. Isso é regeneração, é conhecimento do território e a gente poder levar isso também. Então é uma grande troca, uma inspiração, a gente inspira e somos inspirados por esses movimento lindo de sustentabilidade".

"A vivência no Combu de hoje foi uma experiência amazônica completa. Acredito que todos tiveram a oportunidade de viver a experiência amazônica autêntica", avalia Allyson Neri, gerente da Diretoria de Produtos Turísticos da Setur.