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Caem 82% os focos de calor no Amazonas em agosto

O Amazonas registrou em agosto de 2025 o menor número de focos de calor desde 2011. De acordo com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), por meio do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas, foram identificados 1,8 mil pontos em todo o estado. Em 2011, haviam sido 1,5 mil. No mesmo período, os alertas de desmatamento caíram de 1,8 mil para 702 e a área total desmatada diminuiu de 52,2 mil hectares para quase 16 mil.

Os dados sobre queimadas são do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e os de desmatamento pelo Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter), ambos acompanhados pelo Ipaam e pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema).

As informações subsidiam relatórios interativos que mostram a distribuição por município, tipo de área e região.

O levantamento indica que os focos de calor recuaram 82,16% em relação a agosto de 2024, quando haviam sido contabilizados 10,3 mil.

Entre os municípios, Apuí concentrou 416 ocorrências, seguido por Novo Aripuanã, com 269, e Humaitá, com 210.

No ano anterior, os mesmos locais haviam somado milhares de registros, com destaque para Lábrea, que acumulou quase dois mil. A série histórica mostra que, desde 2011, o estado não registrava índices tão baixos no mês de agosto.

Em 2012, foram 3,6 mil registros; em 2013, 1,9 mil; em 2014, 3,6 mil; em 2015, 4,2 mil; em 2016, 3,6 mil; em 2017, 4,7 mil; em 2018, 2,5 mil; em 2019, 6,6 mil; em 2020, 8 mil; em 2021, 8,5 mil; em 2022, 8,1 mil; e em 2023, 5,4 mil.

Sobre o desmatamento, os dados do Deter mostram que até 28 de agosto foram emitidos 702 alertas, número 62,29% menor que no ano anterior. A área desmatada caiu de 52,2 mil hectares para quase 15,8 mil.

Lábrea liderou em quantidade de avisos, com 68, seguida por Humaitá, com 54, e Boca do Acre, com 53. Em termos de área, Manicoré ocupou o primeiro lugar, com 2,2 mil hectares, seguido de Novo Aripuanã (2 mil) e Lábrea (quase 1,9 mil). Em 2024, Apuí, Lábrea e Manicoré ultrapassaram 13 mil hectares cada. As informações fazem parte do Painel do Clima, plataforma do governo estadual que reúne dados de queimadas, desmatamento, qualidade do ar, cheias, secas e outros indicadores ambientais.