Queda de doenças respiratórias no AM
O Amazonas apresentou redução de 38,5% nos casos de síndromes respiratórias graves no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) mostram que, de 1º de janeiro de 2025 ao dia 14 deste mês, foram registrados 667 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados a vírus respiratórios, contra mais de 1 mil casos no mesmo intervalo de 2024.
Os números representam uma queda nas notificações ao longo dos últimos meses.
A redução também foi observada nos óbitos, que caíram 25,5% - de 47 para 35 casos.
Segundo a Agência Amazonas de notícias, a análise por tipo de vírus revela que a covid-19 continua sendo a principal causa (20 óbitos), seguida por influenza A (12), influenza B (2) e parainfluenza (1).
O relatório aponta ainda que crianças menores de 1 ano permanecem como o grupo mais vulnerável, sendo 43% dos casos recentes, seguido por crianças de 1 a 4 anos (24%) e idosos acima de 60 (14%).
Entre os vírus identificados, o rinovírus foi o mais frequente (55,8%), seguido por influenza A (27%), Vírus Sincicial Respiratório (10,9%), adenovírus (8,8%) e influenza B (4,7%).
O Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) tem ampliado sua capacidade de testagem, permitindo maior precisão na identificação dos agentes causadores.
A rede estadual de saúde, composta por 17 unidades de referência, tem implementado estratégias integradas para controle das doenças respiratórias. Medidas como triagem rápida de sintomáticos, testagem ampliada e o programa Alta Oportuna - que fornece kits medicamentosos para tratamento domiciliar - têm contribuído para os resultados positivos.