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Bahia cria Câmara Setorial da Pesca e Aquicultura

Colegiado traçará ações para pesca, aquicultura e políticas públicas

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Entre 2024 e 2025, a aquicultura baiana registrou crescimento de 14,6%

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) iniciou, na terça-feira (27), as atividades da Câmara Setorial da Pesca e Aquicultura da Bahia. O colegiado pretende reunir representantes do poder público, de entidades privadas e de organizações de pescadores para definir estratégias, acompanhar políticas e propor ações para as cadeias produtivas da pesca e da aquicultura. Na primeira reunião, João Neto, da Associação de Pescadores de Bom Jesus da Lapa, foi eleito presidente para o biênio 2026-2028.

A criação da Câmara integra o projeto de revitalização das Câmaras Setoriais da Agropecuária Baiana, realizado pela Seagri em parceria com a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem). Entre as prioridades iniciais estão o levantamento de dados sobre o setor, a elaboração de um plano de ação e o acompanhamento de temas como a Lei de Gerenciamento Costeiro, o Plano Espacial Marinho do Brasil e a Economia do Mar. O grupo também deverá considerar demandas de trabalhadores da pesca artesanal e industrial.

A iniciativa ocorre em um cenário de crescimento da aquicultura baiana. De acordo com a Pesquisa da Produção Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o valor da produção passou de R$ 278,8 milhões, em 2024, para R$ 319,4 milhões, em 2025, alta de 14,6%. No último ano, a produção de camarão somou 6,2 mil toneladas, com valor de R$ 129,8 milhões. A tilápia alcançou 13,3 mil toneladas e R$ 144,1 milhões. Valença liderou a produção estadual de camarão em 2025, com 2,7 mil toneladas. Glória, no norte da Bahia, ficou na primeira posição na produção de tilápia, com 8,5 mil toneladas. A Câmara reúne órgãos dos governos estadual e federal, instituições privadas e associações ligadas à pesca, à mariscagem, à aquicultura e a comunidades tradicionais. Entre as organizações participantes estão entidades de pescadores de Bom Jesus da Lapa, Remanso, Muniz Ferreira e Adustina, além de grupos de trabalhadores rurais, comunidades quilombolas e mulheres indígenas agricultoras e pescadoras. A composição busca ampliar a articulação entre os diferentes segmentos e acompanhar os resultados das medidas adotadas.