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Projeto da Uesb trata luta pela terra no Nordeste rural

Ação trata de movimentos sociais e desigualdades no campo nordestino

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Evento foi iniciado em 28 de agosto com leituras e debates

O projeto de extensão "Conhecendo as lutas camponesas no Nordeste brasileiro: das Ligas Camponesas às expressões atuais", desenvolvido por estudantes da licenciatura em Geografia da Uesb, realiza atividades voltadas a alunos do Ensino Médio em Vitória da Conquista. A iniciativa aborda a continuidade dos movimentos de luta pela terra e as desigualdades históricas relacionadas à propriedade e às condições de reprodução social no campo brasileiro.

Programação

A programação prevê, para hoje (30), uma exposição sobre a "História dos movimentos sociais", a partir das 14h30, no Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb). Em 8 de outubro, será realizada uma mostra do documentário "Cabra marcado para morrer", no Auditório do Centro de Aperfeiçoamento Profissional (CAP) da Uesb, às 14h30. As atividades fazem parte das ações já previstas pelo projeto.

Nesta semana foi realizada uma atividade de campo para estudantes do 2º semestre de Geografia.

A ação ocorrerá no Assentamento Terra Vista, em Arataca, no sul da Bahia. Na primeira semana de dezembro, está prevista a palestra "Ligas Camponesas: histórias e resistências", com participação da professora Alane Maria Lima, presidenta do Memorial das Ligas Camponesas, localizado na comunidade de Sapé, na Paraíba.

O projeto começou em 28 de agosto, com leituras e debates teóricos pela equipe. A iniciativa já promoveu uma exposição sobre movimentos sociais em parceria com estudantes de Geografia para mais de 600 alunos do Centro de Educação Profissional do Sudoeste da Bahia (Cetep).

A atividade apresentou pautas indígenas, quilombolas, camponesas e do MST, relacionando diferentes formas de organização e reivindicação no campo rural.

Também foi realizada uma exibição de "Cabra marcado para morrer" na Uesb, seguida de debate. Segundo a universidade, a atividade teve como foco a preparação de estudantes do terceiro ano para os vestibulares. A programação combina exposição, audiovisual, debate e trabalho de campo para tratar das transformações dos movimentos sociais ligados à luta pela terra na Bahia.