Nordeste tem 19% a mais na produção de frutas em 4 anos
Região passou de 9,8 milhões para 11,6 milhões de toneladas
A produção de frutas no Nordeste cresceu 19% entre 2020 e 2024, passando de 9,8 milhões para 11,6 milhões de toneladas, segundo dados consolidados pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
O avanço mantém a região como um dos principais polos da fruticultura brasileira e está ligado, entre outros fatores, à expansão da produção irrigada em áreas do semiárido. O Nordeste concentra 95% da produção nacional de melão, 80% da manga, 50% do mamão e do coco, 35% da goiaba, 30% da uva e da banana e 25% da melancia. A região também tem participação nas exportações brasileiras. Mais de 70% das frutas frescas enviadas pelo Brasil ao exterior são produzidas em pomares nordestinos.
No caso das uvas finas de mesa sem sementes, a participação chega a 90%. A produção irrigada tem como um dos principais polos o Vale do São Francisco, com áreas produtoras em Pernambuco e na Bahia. O modelo permite manter a oferta de frutas em diferentes períodos do ano e atende tanto ao mercado interno quanto ao comércio exterior. Manga, melão e uva estão entre os produtos de maior participação nas vendas externas. Segundo levantamento do Banco do Nordeste, as 3 culturas responderam por quase 70% do valor das exportações em 2022.
A cadeia produtiva, porém, enfrenta desafios relacionados à infraestrutura, logística e gestão dos recursos hídricos. Estruturas de classificação, embalagem, armazenamento e transporte são necessárias para manter a qualidade e a regularidade da oferta. A certificação e a padronização dos produtos também fazem parte das exigências dos mercados internacionais. Em áreas de clima semiárido, o planejamento do uso da água é outro fator que interfere na produção. A Abrafrutas ainda deve consolidar os dados referentes a 2025. Por isso, o volume de 11,6 milhões de toneladas registrado em 2024 é a base mais recente da entidade para acompanhar a evolução da produção regional.
A expansão da atividade também reforça a importância dos sistemas de irrigação e da estrutura de comercialização para a fruticultura nordestina. A produção regional atende mercados internos e estrangeiros.