Seca aumenta no Nordeste e atinge mais de 5 estados
Bahia, Pernambuco e Paraíba estão entre estados com piora no período
O clima de plena seca avançou em áreas de 7 dos 9 estados do Nordeste entre junho e julho, segundo a atualização do Monitor de Secas divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O levantamento mostra piora na região, com Pernambuco concentrando o maior percentual de território afetado. Em julho, 91% do estado apresentava algum grau de seca, contra 81% no mês anterior.
A área com seca moderada aumentou de 69% para 77%. A Bahia teve 90% do território com registro de seca em julho, ante 79% em junho. A área com seca moderada passou de 58% para 72%. Na Paraíba, a área atingida cresceu de 74% para 85%, enquanto a seca moderada passou de 40% para 45%. No Rio Grande do Norte, a área com seca subiu de 69% para 79%. A severidade permaneceu estável, com seca moderada em 15% do estado. Em Alagoas, a área com seca passou de 37% para 66%.
A seca moderada avançou de 19% para 30%, maior nível de severidade no estado desde março. Sergipe registrou uma das maiores ampliações no período: a área afetada aumentou de 12% para 49%, enquanto a seca moderada passou de 1% para 11%. O Maranhão também teve expansão da área com seca, de 40% para 45%, mas a severidade ficou estável. O estado registrou apenas seca fraca, categoria mais branda do Monitor. No Ceará, a área afetada permaneceu em 30% e a seca moderada continuou em 3%, mantendo o estado com o menor percentual de área com seca entre os nordestinos em julho. No conjunto das regiões brasileiras, a área com seca aumentou de 3,79 milhões para 4,43 milhões de km² entre junho e julho, equivalente a 52% do território nacional. O Sudeste apresentou a maior parcela regional afetada, com 89%, enquanto o Sul teve a menor, com 4%. O Monitor apontou intensificação em 12 unidades da Federação e redução em São Paulo. No Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina ficaram livres do fenômeno em julho. O avanço registrado no Nordeste ocorreu principalmente pela ampliação das áreas classificadas com seca fraca e moderada. Em alguns estados, além do aumento do território afetado, houve elevação da intensidade do fenômeno. Os dados mostram diferenças entre as unidades da Federação, com estados que tiveram aumento expressivo da área atingida e outros que mantiveram os percentuais registrados no mês anterior. O Monitor de Secas acompanha mensalmente a severidade do fenômeno com indicadores de precipitação e impactos de curto e longo prazo. A ferramenta apoia políticas públicas de combate à seca.