Norte e Nordeste mantêm vigilância sobre doença aviária
Biosseguridade e vacinação seguem como pilares para proteger plantéis
A avicultura brasileira mantém vigilância sobre a Doença de Newcastle, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, consideradas estratégicas para o monitoramento sanitário. A enfermidade é causada pelo paramixovírus aviário tipo 1 (APMV-1), afeta aves domésticas e silvestres e pode provocar impactos na produção, no abastecimento interno e nas exportações de proteína animal. O cenário reforça a necessidade de prevenção contínua para preservar o status sanitário do país.
O primeiro registro oficial da doença no Brasil ocorreu em 1950, em Belém. Desde então, o sistema de defesa agropecuária passou a adotar protocolos de vigilância, controle e resposta para reduzir o risco de disseminação do vírus. Apesar da evolução das medidas sanitárias, características ambientais do Norte e do Nordeste, como a presença de aves migratórias e sistemas de criação extensiva, mantêm essas regiões sob acompanhamento permanente.
Entre os principais fatores de risco está o contato entre aves silvestres e plantéis domésticos. Essa interação pode facilitar a circulação do vírus, principalmente em propriedades com menor nível de isolamento sanitário. Por isso, especialistas apontam que as granjas devem adotar medidas preventivas para reduzir a possibilidade de introdução da enfermidade e evitar prejuízos à cadeia produtiva.
As recomendações incluem controle do acesso de pessoas e veículos, restrição de visitas, manejo adequado da água e da alimentação, monitoramento dos plantéis, cumprimento do vazio sanitário e vacinação preventiva. A combinação dessas práticas é considerada fundamental para impedir a entrada e a disseminação do vírus. A Doença de Newcastle é de notificação obrigatória no Brasil e integra o Plano Nacional de Sanidade Avícola. O país realiza ciclos de vigilância para acompanhar a situação epidemiológica e preservar as condições exigidas pelos mercados importadores. A manutenção desse controle é considerada essencial para garantir a continuidade da produção e das exportações brasileiras de carne de frango e outros produtos avícolas. As autoridades também orientam produtores a comunicar imediatamente qualquer suspeita da doença aos serviços oficiais de defesa agropecuária para permitir resposta rápida e reduzir o risco de disseminação do vírus.