Plano Brasil Sem Fome avança nos municípios mais vulneráveis
O indicador apresentado considera informações do CadÚnico
Foi publicada a Resolução CAISAN/MDS 25/2026, que aprova uma nova etapa do Plano Brasil Sem Fome.
A normativa tem como objetivo aprimorar a identificação dos territórios e públicos mais afetados pela fome e direcionar políticas públicas integradas para reduzir a pobreza e a insegurança alimentar grave no país, principalmente no Nordeste. A nova etapa do Plano Brasil Sem Fome está estruturada em 29 programas e 39 metas físicas, organizadas em três estratégias centrais: geração de renda e combate à fome; vigilância da Segurança Alimentar e Nutricional da população e aprimoramento de instrumentos para identificar públicos e territórios mais vulneráveis; e Protocolo Brasil Sem Fome. Entre os instrumentos previstos para essa nova etapa, está o Indicador Municipalizado de Risco de Insegurança Alimentar Grave (CadInsan).
Ele é definido como referência para identificar os municípios que possuem maior concentração de famílias em risco de insegurança alimentar grave.
O indicador considera informações do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e as características socioeconômicas dos domicílios em insegurança alimentar grave apontadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
Para os gestores municipais, o uso das informações do CadInsan reforça a necessidade da gestão qualificada do CadÚnico, da orientação às famílias quanto à necessidade de manter as informações cadastrais atualizadas e do fortalecimento da articulação intersetorial das políticas públicas. Isso porque os dados utilizados pelo indicador poderão subsidiar a identificação dos territórios e públicos com maior risco de insegurança alimentar grave, contribuindo para a definição das prioridades de atuação.
Prioridades
Conforme estabelecido pela Resolução, o Comitê Gestor do Plano Brasil Sem Fome orienta que os programas, iniciativas, editais e demais instrumentos previstos para implementação do Plano priorizem os territórios e as famílias que apresentam maior risco de insegurança alimentar grave, conforme a identificação realizada pelo CadInsan e respeitados os critérios de elegibilidade.