Sergipe amplia ação climática em agenda internacional
Participação da Semac ampliou diálogos sobre adaptação e resiliência
O governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), participou, entre os dias 20 e 28 de junho, da London Climate Action Week, a Semana de Ação Climática de Londres, um dos maiores eventos independentes. Realizada anualmente, a iniciativa reúne lideranças governamentais, especialistas, organizações internacionais, filantropias e representantes de cidades, estados e países para debater soluções concretas para o enfrentamento às mudanças climáticas, com foco em cooperação, financiamento, inovação e adaptação.
Representando Sergipe, a secretária de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas, Ingrid Cavalcanti Feitosa, e o assessor especial do Gabinete, Adriano Nunes, acompanharam uma série de debates estratégicos ao longo da programação. A secretária também assinou, na última quinta-feira, 25, um acordo de cooperação técnica com a Coalizão Subnacional de Ação contra o Metano, ao lado do secretário de Recursos Naturais da Califórnia, Wade Crowfoot.
"A participação de Sergipe na London Climate Action Week reafirma o compromisso do governo do estado com uma agenda climática moderna, conectada e baseada em cooperação. Esses espaços nos permitem dialogar com lideranças globais, conhecer soluções inovadoras e fortalecer a construção de políticas públicas mais eficazes para a adaptação e a resiliência climática em nosso território", enfatizou a secretária.
O tema do desenvolvimento econômico, com a instalação de novas empresas de tecnologia, esteve em destaque na Semana de Ação Climática de Londres. "Aqui no evento, discutimos sobre os data centers, que hoje estão no centro de um debate muito importante. Alguns países estão buscando fazer o resfriamento através de energias renováveis e deixar a água para consumo da população. É fundamental que essas estruturas sejam abastecidas por fontes de energia renovável e adotem sistemas de resfriamento, reduzindo o uso de água e ampliando a eficiência energética. Em alguns países, já se busca reaproveitar o calor gerado pelos data centers para outras finalidades, o que mostra como a tecnologia pode avançar de forma mais inteligente e ambientalmente responsável", explicou Ingrid Cavalcanti.