Pescado fortalece exportações no Ceará

Setor pesqueiro amplia mercados internacionais

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A força da cadeia produtiva do pescado tem impulsionado a economia e ampliado a presença dos produtos cearenses no mercado internacional. Beneficiado por uma localização estratégica e por investimentos em infraestrutura logística, o setor alcançou destaque nas exportações brasileiras e consolidou o estado como uma das principais portas de saída de pescados para diversos continentes.

Investimentos

O desempenho do segmento tem atraído investimentos e fortalecido empresas voltadas ao comércio exterior. Em Fortaleza, a Compex Pescados exporta cerca de 3,5 mil toneladas por ano para países da Ásia, Oceania e América do Norte. A produção inclui espécies como peixes vermelhos, atum e lagosta, processadas de acordo com as exigências sanitárias e comerciais de cada mercado.

Com estrutura industrial de 10 mil metros quadrados, a empresa opera sob rígidos padrões internacionais de qualidade e segurança alimentar. Desde a seleção da matéria-prima até o armazenamento final, todas as etapas passam por processos de controle e monitoramento. Para o empresário Paulo Gonçalves, o desempenho alcançado é resultado do trabalho integrado de toda a cadeia produtiva.

Segundo ele, pescadores, indústrias e demais agentes do setor contribuem para o crescimento da atividade. Além disso, a posição geográfica favorece o envio de cargas para 16 países, reduzindo o tempo de transporte e ampliando a competitividade dos produtos no exterior.

A infraestrutura logística é apontada como um dos principais fatores para o avanço das exportações. A existência de dois portos voltados à movimentação de cargas e de um aeroporto internacional facilita o transporte de produtos congelados e frescos, permitindo que as mercadorias cheguem com mais rapidez aos mercados consumidores. O fortalecimento da cadeia produtiva também se refletiu nos resultados do primeiro quadrimestre do ano, período em que o estado liderou as exportações nacionais de pescados.

O desempenho foi impulsionado pela demanda de produtos tradicionais, como lagosta, atum, garoupa e peixes vermelhos, além da abertura de novos mercados internacionais. Outro fator apontado pelo setor foi o apoio governamental durante o período de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos. Medidas adotadas para preservar a atividade econômica incluíram redução de encargos, concessão de subvenções para ampliar a competitividade, créditos de exportação e aquisição de produtos para abastecimento interno.