Nordeste lidera redução da severidade da seca

Estado da Bahia registra menor área de afetada desde 2024

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O Nordeste apresentou sinais de melhora no cenário da seca entre março e abril deste ano, segundo a última atualização do Monitor de Secas, ferramenta nacional que acompanha a evolução do fenômeno em todo o país. Apesar de ainda concentrar o quadro mais severo do Brasil, com registros de seca grave e moderada em parte do território, a região teve redução da intensidade do problema em diversos estados.

Abrandamento da seca

O levantamento aponta que houve abrandamento da seca em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Em alguns estados, a redução da área atingida foi expressiva.

No Maranhão, por exemplo, a área com seca caiu de 78% para 20% do território entre março e abril, atingindo o menor índice desde maio de 2024. Em Sergipe, a redução foi ainda maior: de 78% para apenas 7% da área estadual, o menor percentual desde junho do ano passado.

Em Alagoas, a área afetada caiu de 68% para 22%, enquanto em Pernambuco houve redução de 100% para 79%. A Paraíba também apresentou melhora, com queda da área atingida de 100% para 80% do território. Já no Rio Grande do Norte, a seca diminuiu de 93% para 69%, além de deixar de registrar seca extrema no período.

Mesmo com os avanços, o Nordeste segue como a região mais afetada do país. Segundo o Monitor de Secas, 37% da região ainda registram seca moderada e 2% permanecem em situação de seca grave.

O Ceará e o Piauí continuam com seca em 100% dos respectivos territórios. No caso cearense, o estado completa sete meses consecutivos totalmente afetado pelo fenômeno, situação inédita desde o período entre 2016 e 2017.

No Piauí, embora tenha ocorrido redução da intensidade da seca, o estado ainda concentra o quadro mais severo do país, com 11% do território em condição de seca grave. O estado também acumula mais de um ano com seca em toda sua extensão territorial.

A Bahia, um dos maiores estados do Nordeste, registrou melhora na severidade do fenômeno, com o desaparecimento da seca grave. Ainda assim, 81% do território baiano seguem afetados. O levantamento também aponta que o Nordeste teve o cenário mais crítico entre todas as regiões brasileiras em abril. Enquanto o Nordeste apresentou melhora, estados do Sul e parte do Sudeste tiveram agravamento da seca. O fenômeno se intensificou no Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro.