25 casas com tecnologia sustentável em Fernando de Noronha
Cada casa terá 46,52 m² e atende ao critério Sub50, modalidade do Minha Casa, Minha Vida
O governo de Pernambuco assinou, nesta terça-feira (14), a ordem de serviço para a construção de 25 unidades habitacionais no arquipélago de Fernando de Noronha. As moradias serão erguidas em parceria com o Governo Federal, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), responsável pelo financiamento das unidades. O investimento total previsto é de R$ 12,9 milhões, sendo R$ 9,7 milhões referentes à contrapartida estadual.
As obras têm prazo estimado de 12 meses e contarão com recursos garantidos pelo programa estadual Morar Bem. Além da construção das casas, o Estado também será responsável pela execução da infraestrutura necessária, incluindo sistemas de abastecimento de água, rede de esgoto, drenagem, pavimentação e logística para transporte de materiais até a ilha.
Segundo o Governo, a iniciativa busca ampliar o acesso à moradia digna em uma das regiões mais desafiadoras do estado, onde o custo logístico e a limitação territorial tornam os projetos habitacionais mais complexos.
"Estamos assinando uma ordem de serviço para a construção de 25 casas em Fernando de Noronha, esse paraíso natural que é um tesouro pernambucano e que, por tanto tempo, foi esquecido. São mais de R$ 12 milhões investidos no projeto, e o prazo de entrega é de 12 meses. Nós vamos garantir o direito de morar em uma casa digna às pessoas que vivem na Ilha", declarou a governadora Raquel Lyra.
Moradias
Cada unidade habitacional terá área construída de 46,52 metros quadrados e será destinada a famílias com renda mensal de até R$ 2.850,00. As casas seguem o modelo Sub50 do Minha Casa, Minha Vida, modalidade voltada a municípios com até 50 mil habitantes.
As moradias serão construídas na localidade de Três Paus, área residencial do arquipélago. O projeto prevê residências com varanda, sala, dois quartos, cozinha, área de serviço e banheiro, atendendo ao padrão estabelecido para habitações de interesse social.
A modalidade Sub50 é financiada com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) e conta com parceria operacional da Caixa Econômica Federal. As unidades previstas para Fernando de Noronha foram incluídas em portaria ministerial publicada em 2024, que selecionou propostas enviadas pelos estados brasileiros.
Para viabilizar a construção das residências, também estão previstas intervenções urbanas na região de Três Paus, como serviços de terraplenagem, implantação de rede elétrica e iluminação pública, instalação de rede de abastecimento de água potável, sistema de drenagem pluvial e construção de vias de acesso com pavimentação e acessibilidade.
O administrador do arquipélago, Virgílio Oliveira, destacou a relevância do investimento para a população local e afirmou que o projeto representa um avanço na política habitacional da ilha.
"É uma felicidade enorme estar anunciando a construção dessas 25 casas populares para Fernando de Noronha, através do programa Morar Bem. A gente sabe da necessidade de investir na habitação do nosso arquipélago. A gestão estadual está tendo um olhar diferenciado, com investimentos que não víamos há muito tempo, seja na área da saúde, infraestrutura, transição energética e entre outros investimentos que estão mudando a história do Arquipélago de Fernando de Noronha", declarou.
Tecnologia construtiva facilita execução
As moradias serão erguidas com tecnologia de concreto leve, sistema que combina cimento e partículas de isopor. A escolha da técnica levou em consideração as particularidades logísticas de Fernando de Noronha, onde o transporte de materiais exige planejamento específico e custos elevados.
Entre as vantagens apontadas pelo Governo estão a facilidade de transporte dos blocos, redução do desperdício de materiais e menor geração de entulho, uma vez que as peças são produzidas com sistema de encaixe. A tecnologia também proporciona maior rapidez na execução das obras e garante conforto térmico e acústico às unidades.
O secretário executivo de Habitação de Pernambuco, Adriano Freitas, ressaltou que o empreendimento integra um conjunto mais amplo de ações realizadas no arquipélago.