Brasil e China celebram parceria cultural em concerto no Teatro Alberto Maranhão
O Teatro Alberto Maranhão foi palco de um encontro simbólico entre Brasil e China, celebrando uma parceria histórica baseada no diálogo, na cooperação e na valorização da diversidade cultural. Com a presença da governadora Fátima Bezerra, o público prestigiou o concerto da Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China.
A apresentação, promovida pelo Consulado-Geral da República Popular da China em Recife, com apoio do Governo do Estado, integrou a programação oficial do Ano Cultural Brasil-China 2026 — iniciativa voltada ao fortalecimento das relações bilaterais. Durante o evento, a governadora destacou o simbolismo do encontro entre as duas nações. "Hoje vivenciamos, neste teatro, um momento histórico. Presenciamos o encontro entre culturas milenares, tradições distintas que dialogam por meio da arte, do respeito e da admiração mútua, superando as barreiras do idioma e nos conectando naquilo que temos de mais essencial: a sensibilidade, a história e a identidade cultural", afirmou.
Laços culturais
A chefe do Executivo também ressaltou a consolidação das relações entre Brasil e China ao longo dos últimos anos. "O Ano Cultural Brasil-China fortalece não apenas os laços culturais, mas também as relações educacionais, turísticas e institucionais entre nossos países. Para o Rio Grande do Norte, essa aproximação tem um significado especial. Desde 2019, temos construído uma relação sólida e contínua com a China, baseada no diálogo, na cooperação e na busca de oportunidades que contribuam para o desenvolvimento do nosso estado e para a melhoria da vida do nosso povo."
O cônsul-geral da China em Recife, Lan Haping, destacou o papel universal da música como instrumento de conexão entre os povos. "A música transcende fronteiras, civilizações e povos. Não precisa de tradução, mas é capaz de tocar diretamente os corações. Não conhece limites geográficos e consegue unir pessoas de diferentes países e origens culturais." O representante consular também enfatizou a importância do Ano Cultural Brasil-China 2026. "Essa iniciativa amplia os laços culturais, promove o intercâmbio entre os povos e valoriza a diversidade e a criatividade das culturas". O concerto foi realizado em apresentação única, gratuita e aberta ao público, reunindo músicos da principal orquestra sinfônica chinesa. A execução foi regida pela maestrina Jing Huan, com participação do violinista solista Yao Liang, e incluiu obras da música clássica.