Maranhão lança plano de manejo integrado do fogo
A iniciativa geral contribui para a conservação da biodiversidade
Com foco na prevenção e no controle de queimadas em Unidades de Conservação, o governo do Maranhão lançou o Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) do Parque Estadual de Mirador, maior unidade de proteção integral do Maranhão e uma das maiores do Brasil no bioma Cerrado. A entrega do plano, realizada nesta terça-feira (31), no auditório do Edifício João Goulart, marcou um importante avanço na proteção ambiental e no fortalecimento das estratégias de gestão da área protegida.
O evento reuniu representantes de diversas instituições e organizações do poder público e da sociedade civil, moradores do parque, integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão e instituições de pesquisa que atuam na área ambiental. A programação contou com palestras de contextualização sobre o cenário atual das queimadas no Cerrado, apresentação técnica do plano e debates sobre a importância do manejo adequado do fogo, seguidos da entrega simbólica do documento aos participantes.
De acordo com a superintendente de Biodiversidade e Áreas Protegidas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), Laís Morais Rêgo, o plano representa um instrumento essencial para o fortalecimento das ações de conservação ambiental. "Lançamos mais um importante instrumento de gestão para a conservação dos recursos naturais do Parque de Mirador.
Conversamos sobre as estratégias, os objetivos, os desafios, as oportunidades e como nós podemos formar e consolidar ainda mais a rede de parcerias que já temos em relação à conservação do Parque Estadual de Mirador", declarou.
A elaboração do PMIF envolveu o Conselho do Parque, moradores das comunidades locais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, órgãos do poder público e representantes do setor produtivo do entorno da unidade de conservação. O documento foi construído com a contribuição de diferentes olhares e experiências, considerando tanto os conhecimentos técnicos quanto o saber tradicional das populações que convivem diretamente com o território.
Construído de forma colaborativa, o plano reúne dados técnicos, mapeamentos detalhados e informações estratégicas que orientam ações de prevenção, monitoramento e manejo do fogo, considerando as características ambientais, climáticas e sociais da região. Entre as diretrizes previstas estão a definição de áreas prioritárias para monitoramento, o fortalecimento de brigadas locais e o estímulo à adoção de práticas seguras para o uso controlado do fogo, quando necessário.
A diretora-geral da Aliança da Terra, Caroline Nóbrega, destacou o processo coletivo de construção do documento e a experiência acumulada pela instituição em ações de prevenção e combate ao fogo. Segundo ela, o trabalho contou com a atuação da Brigada da Aliança e com um amplo processo de escuta ativa junto às comunidades do parque. "Muitas mãos contribuíram para um documento extremamente denso, com muitos mapas, muita informação e um resultado que reflete toda a complexidade que existe ali no território", afirmou.
A iniciativa contribui diretamente para a conservação da biodiversidade, o uso responsável dos recursos naturais e o aprimoramento das ações integradas de manejo do fogo entre comunidades e instituições parceiras. Além disso, o plano busca reduzir os impactos ambientais causados por incêndios descontrolados, proteger áreas sensíveis e preservar espécies da fauna e flora típicas do Cerrado maranhense.
Para Felix Carreiro, morador e membro do conselho consultivo do Parque Estadual de Mirador, a participação no processo de elaboração do plano tem fortalecido o vínculo entre as comunidades e os órgãos ambientais.