Bahia premiada por valor ao uso da bicicleta

Estado teve cinco iniciativas distinguidas por ministério

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ABahia é o estado com mais iniciativas premiadas da região Nordeste no Prêmio Bicicleta Brasil 2025, entregue em 25/03. O prêmio é uma iniciativa do Ministério das Cidades para reconhecer e valorizar boas práticas de incentivo ao uso da bicicleta em todo o país. Nesta edição, foram premiadas 72 iniciativas.

Para o secretário nacional de Mobilidade Urbana, Denis Andia, a ampla adesão demonstra o fortalecimento da política de incentivo ao transporte ativo.

"É muito positivo ver que o prêmio foi abraçado pelas pessoas e que ele tem inspirado a ampliação do uso da bicicleta em diferentes cidades. Tivemos um crescimento expressivo em relação à última edição, o que demonstra o interesse e o engajamento em torno da pauta. A iniciativa vem cumprindo seu propósito ao reconhecer boas práticas e incentivar que essas experiências sejam conhecidas e replicadas. Seguimos avançando na construção de um sistema de mobilidade mais integrado, sustentável e menos poluente, que beneficia cidades de todos os portes," afirmou.

A região Nordeste conta com 21 iniciativas, sendo cinco do estado baiano, quatro de Ceará e de Pernambuco; duas de Alagoas, Maranhão e Rio Grande do Norte; e Sergipe e Paraíba com uma iniciativa cada.

Na categoria Saúde e Qualidade de Vida - Instituições de Ensino, que contempla trabalhos acadêmicos, atividades pedagógicas e pesquisas focadas na melhoria e qualidade de vida, o projeto "Pedala Parkinson: A bicicleta como suporte terapêutico para a doença de Parkinson", da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), de Natal (RN), recebeu o troféu de primeiro lugar. A iniciativa utiliza a bicicleta como instrumento terapêutico para pacientes com Doença de Parkinson, visando a reabilitação motora, redução de tremores e melhora da cognição, e divulgando os benefícios do ato de pedalar.

Idealizador e coordenador do projeto, John Fontenele Araújo, explica que a proposta nasceu da união entre sua paixão pelo pedal e a neurociência. O objetivo é entender o que ocorre no cérebro durante o ato de pedalar, identificando os mecanismos envolvidos e a melhor forma de prescrever a atividade para os pacientes.

"Observamos três melhorias motoras importantes com a prática do pedal: redução da rigidez motora, diminuição do tremor e melhora do equilíbrio. Também registramos avanços na cognição e na labilidade emocional. Na parte cognitiva, destacamos melhorias na estimativa de tempo e na tomada de decisão. Já a melhora na hipotensão ortostática está relacionada ao aperfeiçoamento da regulação autonômica e do sistema cardiovascular", explica.