RN tem um dos carnavais mais seguros dos últimos oito anos

Durante todo o período carnavalesco, não houve registros de homicídios

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O Rio Grande do Norte viveu, em 2026, um dos carnavais mais seguros desde 2019, consolidando um dos melhores resultados em segurança pública dos últimos oito anos. O balanço da Operação Carnaval 2026, divulgado na quinta-feira (19), demonstra redução nos principais índices de criminalidade e reforça a estratégia integrada das forças de segurança. Foram mais de 8 mil agentes mobilizados em todas as regiões do estado e investimento superior a R$ 10 milhões em diárias operacionais.

Entre os resultados mais expressivos está a ausência de registros de homicídios nas áreas oficiais de festa durante todo o período carnavalesco. Também não houve registro de feminicídios nem de latrocínios no estado durante a operação, dados considerados históricos pelas forças de segurança. Além disso, houve redução nas ocorrências de crimes contra o patrimônio e diminuição nos registros de violência interpessoal em comparação aos anos anteriores.

"Realizamos um dos carnavais mais seguros desde 2019, com um dos melhores resultados dos últimos oito anos na segurança pública do nosso estado. E o dado mais emblemático e histórico: não registramos feminicídio nas áreas oficiais de festa durante todo o Carnaval. Também não houve homicídio nem latrocínio no estado durante a operação. Isso significa vidas preservadas, famílias protegidas e um ambiente de paz para o nosso povo brincar", enfatizou a governadora Fátima Bezerra.

Ao todo, 850 ocorrências policiais foram registradas pela Polícia Civil, com a lavratura de 120 autos de prisão em flagrante, 61 Termos Circunstanciados de Ocorrência e o cumprimento de 34 mandados de prisão, evidenciando a presença policial ostensiva e preventiva e a pronta resposta das equipes em todo o estado.

Ações voltadas à proteção de grupos em situação de vulnerabilidade também foram realizadas, com foco no combate à violência contra mulheres, na proteção da população LGBTQIAPN e no enfrentamento à exploração sexual e outras formas de violência contra crianças e adolescentes. Somente a Delegacia de Plantão de Atendimento a Grupos Vulneráveis registrou 71 boletins de ocorrência e 77 solicitações de medidas protetivas.

A PC também intensificou ações educativas e preventivas por meio das campanhas "Não é Não", "Pule, brinque e Cuide" e "Carnaval sem Preconceitos", promovendo conscientização e respeito nos espaços de folia.

Em comparação com o ano passado, a Polícia Militar registrou uma redução de 54% no volume comparativo de registros operacionais. Além disso, houve queda de 72,5% na lavratura de Termos Circunstanciados de Ocorrência. Isso significa menos conflitos, menor incidência de infrações e um ambiente mais controlado nos polos carnavalescos.

Importante destacar que 71% das ocorrências formalizadas referem-se a consumo pessoal de drogas, ou seja, infrações de menor potencial ofensivo. Não houve concentração relevante de crimes graves. Ao todo, a PM registrou 28 TCOs, com pouquíssima quantidade de drogas e sem armas apreendidas em polos de Carnaval.

Na Operação Lei Seca, aproximadamente 13 mil veículos foram fiscalizados, com a realização de mais de 9 mil testes de bafômetro. Deste total, 365 motoristas se recusaram a fazer o teste e foram autuados. Outros 31 condutores foram presos em flagrante por embriaguez ao volante.

De acordo com o secretário da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), coronel Francisco Araújo, o resultado é reflexo direto da integração e do planejamento operacional. "A atuação integrada das nossas forças permitiu um emprego mais eficiente do efetivo, com presença estratégica nas áreas de festa" disse.