RN recebe imunizantes contra infecções
Dados do Ministério da Saúde apontam que, no ano passado, 243 crianças com menos de dois anos de idade foram diagnosticadas com bronquiolite que evoluiu para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Do total de casos registrados, três evoluíram para óbito, o que acende um alerta para os riscos das doenças respiratórias nessa faixa etária, considerada a mais vulnerável.
Sobre as doenças
A bronquiolite é uma infecção viral aguda que atinge principalmente crianças pequenas, sendo causada, na maioria dos casos, pelo vírus sincicial respiratório (VSR). A doença provoca inflamação das vias aéreas inferiores e pode levar a quadros graves de insuficiência respiratória, exigindo internação hospitalar e, em situações mais críticas, suporte intensivo.
Maiores riscos
Segundo especialistas do Ministério da Saúde, bebês prematuros, crianças com doenças cardíacas, pulmonares ou com sistema imunológico comprometido apresentam maior risco de agravamento.
No entanto, mesmo crianças sem comorbidades podem desenvolver formas severas da doença, especialmente nos primeiros meses de vida.
Os registros de SRAG associados à bronquiolite reforçam a importância da vigilância epidemiológica e do diagnóstico precoce. A identificação rápida dos sintomas, como dificuldade para respirar, chiado no peito, febre persistente e recusa alimentar, é fundamental para evitar complicações.
O Ministério da Saúde também destaca que a circulação do vírus costuma ser mais intensa em períodos de sazonalidade, especialmente nos meses mais chuvosos ou frios, quando há maior permanência em ambientes fechados.
Por isso, medidas preventivas seguem sendo recomendadas, como a higienização frequente das mãos, a limpeza de superfícies, a ventilação adequada dos ambientes e a restrição de contato de bebês com pessoas gripadas.
Imortância do acompanhamento
Além disso, a pasta reforça a importância do acompanhamento regular na atenção primária à saúde e da atualização do calendário vacinal, que contribui para reduzir internações por doenças respiratórias associadas a infecções virais e bacterianas.
Para reduzir o impacto da bronquiolite e de outras síndromes respiratórias graves e tratáveis, o Ministério da Saúde mantém estratégias elaboradas para o monitoramento, capacitação de profissionais e ampliação da assistência hospitalar pediátrica, com foco na prevenção de óbitos evitáveis e na proteção da primeira infância.
