Secretaria de Saúde de Alagoas orienta população sobre sintomas da hanseníase

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Em alusão ao Janeiro Roxo, mês dedicado nacionalmente à conscientização e ao combate da hanseníase, a Secretaria de Estado de Saúde de Alagoas (Sesau) reforça as orientações à população sobre prevenção, sintomas e tratamento da doença, que ainda representa um desafio para a saúde.

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa de evolução crônica, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae ou Mycobacterium lepromatosis. A transmissão ocorre por meio do contato próximo e prolongado com pessoas infectadas que não estejam em tratamento. De acordo com dados do Ministério da Saúde, Alagoas registrou 195 casos da doença entre janeiro e setembro de 2024.

No cenário nacional, o Brasil ocupa a segunda posição entre os países com maior número de novos casos de hanseníase no mundo, o que evidencia a importância de ações permanentes de vigilância, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Entre os principais sintomas estão o surgimento de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele, geralmente com alteração ou perda de sensibilidade ao calor, ao frio ou à dor. Também podem ocorrer formigamento, fisgadas, áreas com diminuição dos pelos e alterações sensitivas ou motoras.

O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica, com exame físico geral, dermatológico e neurológico, permitindo a identificação de lesões na pele e comprometimento dos nervos periféricos. A transmissão acontece pelas vias aéreas superiores, como tosse, espirro ou fala, e não pelo compartilhamento de objetos. Pessoas com a forma paucibacilar, que apresentam baixa carga do bacilo, não são consideradas fontes significativas de transmissão.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente o tratamento e o acompanhamento dos pacientes nas unidades básicas de saúde. A detecção precoce da hanseníase é fundamental para interromper a transmissão da doença.