BA: animais silvestres retornam à natureza
A soltura integra as ações permanentes do Instituto
Em mais uma ação de preservação da fauna, o Centro Estadual de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), gerido pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), devolveu à natureza mais de 15 animais silvestres que passaram por processos de resgate, tratamento e reabilitação.
A soltura faz parte das atividades permanentes do órgão ambiental voltadas à proteção da biodiversidade do estado.
A lista dos animais libertados incluiu espécies de diferentes grupos da fauna brasileira, como ouriços-preto e ouriços-cacheiro, uma jibóia, uma iguana, um tamanduá e sariguês de orelha-preta e de orelha-branca.
Avaliações
Antes da soltura, todos passaram por avaliação veterinária, cuidados clínicos e acompanhamento técnico especializado até estarem plenamente aptos a retornar ao seu habitat natural.
"A nossa estrela do dia foi um animal que passou pela reabilitação com a gente há um mês. Foi recria do nosso órgão e foram resgatados órfãos, foram dois gatinhos do mato, gato do mato pequeno, que são endêmicos aqui da nossa região. É uma grande vitória a gente conseguir soltar esses animais, porque eles são felinos, carnívoros, e eles precisam ter a habilidade de caçar e se desenvolver sozinhos na natureza", explicou a veterinária do CETAS, Thais Capistrano.
O trabalho de reabilitação envolve estratégias complexas de manejo comportamental e fisiológico, visando garantir que os animais readquiram as habilidades necessárias para sobreviver na natureza — um dos principais objetivos dos CETAS no Brasil, que ao longo do tempo têm devolvido dezenas de milhares de animais ao meio ambiente após tratamento.
Capistrano explicou ainda que o Inema mantém um cadastro de Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas), destinado a proprietários de áreas conservadas que desejam colaborar com a reintegração de fauna ao ambiente natural. "Para isso, a pessoa precisa ter uma área conservada com acesso a rio e mata, alimento e outros animais já existentes na região. Esse cadastro pode ser feito através do nosso site. Junto com os CETAS, a gente reabilita os animais e leva eles para fazer a soltura nessas áreas já cadastradas", disse a veterinária.
Segundo informações do órgão, atualmente o estado conta com dezenas de áreas cadastradas estrategicamente nos biomas da Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado. Essas áreas representam locais seguros para a devolução das espécies reabilitadas, contribuindo para a manutenção dos ciclos naturais e a integridade dos ecossistemas.
