Arte, nascimento, vida e morte

Mostra "Do Pó ao Pó" reúne obras em diferentes linguagens para tratar da vida e da finitude

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Por Mayariane Castro

A galeria A Pilastra, localizada no Guará II, recebe até 15 de agosto a exposição "Do Pó ao Pó", do artista visual Romulo Barros. A mostra reúne trabalhos produzidos em diferentes linguagens e propõe uma reflexão sobre a morte como processo de transformação, a memória e os ciclos de renovação.

A entrada é gratuita e a programação inclui visitas mediadas, rodas de conversa e atividades educativas abertas ao público e voltadas também para escolas mediante agendamento.

Com curadoria coletiva formada por Belo e Bizarro, Júlia Teodoro, Madá Granja, Ness e Tahak Meneguzzo, a exposição apresenta esculturas, instalações, pinturas, fotografias, gravuras e obras que transitam entre diferentes suportes.

Segundo a equipe curatorial, o conjunto foi organizado para discutir relações entre corpo, matéria, memória e transformação, explorando diferentes formas de representação da morte.

Rômulo Barros

Romulo Barros nasceu em Medeiros, no interior de Minas Gerais, em 1995. A produção artística do autor parte de referências ligadas ao artesanato, ao trabalho manual e à agricultura presentes na região onde cresceu.

Ao longo de sua trajetória, desenvolveu uma pesquisa que utiliza múltiplas linguagens e materiais para construir obras que relacionam aspectos simbólicos, materiais e espaciais.

A exposição reúne trabalhos bidimensionais e tridimensionais que utilizam diferentes técnicas e matérias-primas.

Entre as instalações está "Fissura", obra em que um tecido molda um monte de feijões e transforma um material cotidiano em elemento escultórico. Outra instalação, "Pedrada", explora procedimentos de escultura e assemblagem para discutir processos construtivos e a materialidade dos objetos.

Nas obras de parede, o artista incorpora relevos e elementos tridimensionais em trabalhos como "SOM SOM SOM", "A Gota d'Água", "Seta" e "Elos Entrelaçados". A combinação de planos e volumes amplia as possibilidades de leitura das peças ao integrar pintura, escultura e objetos em uma mesma composição.

Cimento e sangue

A pesquisa visual também inclui pinturas produzidas com materiais como cimento, sangue e veludo. Elementos gráficos recorrentes, entre eles setas, cruzes e círculos, aparecem em diferentes obras como componentes estruturais da linguagem desenvolvida pelo artista.