Cuidado e ancestralidade da mulher negra
Eventos no Museu Nacional reúnem palestras, painéis, oficinas e exposições
Ainda no museu acontece a oficina "Fios ancestrais: Juventudes de Terreiro e os Saberes das Yabás". A atividade discute ancestralidade, identidade, racismo religioso e referências das religiões de matriz africana, encerrando com a produção coletiva de acessórios inspirados nas Ìyábas.
O espaço também recebe a Casa da Igualdade Racial, iniciativa desenvolvida em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, além da Feira Latinidades, voltada à circulação de produtos e serviços de empreendedoras negras.
No dia 3, uma das mesas programadas discute a relação entre arte, saúde mental e bem viver. O encontro reúne as artistas Linn da Quebrada e Karol Conká, com mediação de Val Benvindo, para tratar de processos criativos, limites profissionais e redes de apoio no ambiente artístico.
Outro painel previsto para 3 de julho aborda estratégias de formação de público e circulação da cultura negra. Participam representantes do Festival Latinidades, Batekoo, Psica e Afropunk, em debate mediado por Taiane de Bittencourt, do Instituto Cultura, Comunicação e Incidência. A proposta é discutir formas de relacionamento com o público e modelos de impacto cultural e econômico desenvolvidos pelas iniciativas.
Ainda na programação do terceiro dia é lançado o programa "Descansa Nêga", desenvolvido pelo Fundo Agbara. A atividade ocorre em formato de microfone aberto e convida mulheres negras a compartilharem relatos sobre viagens, descanso e memórias afetivas, discutindo o descanso como parte das condições de vida e trabalho.
Com foco na literauta, no último dia do festival ocorre o "VI Encontro Julho das Pretas que Escrevem no DF" que convidou a escritora Ana Maria Gonçalves, a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela encerrará o evento com uma palestra agendada para as 16h30.
A programação ainda inclui sarau literário, palestra, lançamento e venda de livros de autoras do DF. Idealizado pela escritora e jornalista Waleska Barbosa, o encontro se insere na agenda nacional que celebra o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, o Dia Nacional da Mulher Negra e o Dia de Tereza de Benguela, todos celebrados no dia 25 de julho.