Homem é condenado a 26 anos por matar vizinho no DF
Crime ocorreu em Samambaia após desentendimento sobre estacionamento
O Tribunal do Júri de Samambaia condenou, na última sexta-feira (16), Francisco Evaldo de Moura Silva a 26 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O julgamento durou mais de 15 horas e seguiu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A briga entre os envolvidos foi registrada por câmeras de segurança.
O crime ocorreu em 6 de fevereiro de 2025, na QR 408 de Samambaia, após um desentendimento sobre estacionamento de veículos. Segundo a denúncia, Francisco atirou contra os vizinhos Adriano e Gabriel, pai e filho. Adriano foi perseguido pelo acusado e baleado na garagem da própria residência, onde morreu. Gabriel conseguiu fugir sem ser atingido.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum, recurso que dificultou a defesa das vítimas, além do uso de arma de fogo de uso restrito nos crimes contra Adriano e Gabriel. Na definição de pena, o juiz também considerou a agravante de perigo comum.
A pena foi fixada em 17 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão pelo homicídio consumado, 5 anos, 11 meses e 15 dias pela tentativa de homicídio e 3 anos pelo porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A soma corresponde a 26 anos e 10 meses de reclusão. De acordo com informações do Tribunal, o réu permanece preso, e a sentença determinou o início imediato do cumprimento da pena.
Os promotores de Justiça Marcelo Leite e Tiago Maia representaram o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) durante o julgamento. Maia ressaltou que o Ministério Público considera a decisão uma resposta firme à violência cometida contra as vítimas.
"É um desfecho que traz um alento necessário à família e aos amigos, garantindo que o responsável preste contas à justiça. No entanto, em relação ao tempo de condenação, entendemos que a pena fixada na sentença ainda não reflete toda a severidade que a gravidade do caso exige", ressaltou.
O MPDFT vai recorrer ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) para solicitar o aumento da condenação.