Acionistas do BRB autorizam ações contra ex-gestores

Medida foi aprovada nesta segunda-feira (24) em Assembleia Extrardinária Geral

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Assembleia de acionistas aprovou possibilidade de ação

Os acionistas do Banco Regional de Brasília (BRB) aprovaram, nesta segunda-feira (24), durante Assembleia Extraordinária Geral (AGE), a autorização para adoção de medidas que poderão resultar no ajuizamento de ações contra ex-administradores da instituição.

Os ex-dirigentes são apontados como possíveis envolvidos nas negociações fraudulentas com o banco Master de Daniel Vorcaro. Até o momento, não há definição sobre quais ex-administradores poderão ser alvo de medidas. Participaram da assembleia acionistas titulares de ações emitidas pelo BRB e seus respectivos representantes legais.

Segundo o BRB, a medida é necessária para permitir o avanço das apurações de responsabilidade conduzidas pela Polícia Federal e por outros órgãos. O banco também afirmou que a iniciativa reforça o compromisso da instituição com a transparência e com a responsabilização de eventuais envolvidos.

"A medida reforça o compromisso do BRB com a transparência, a governança e a defesa dos interesses dos acionistas, visando ao eventual ressarcimento de danos ao patrimônio da Instituição. O Banco reitera que todas as deliberações relacionadas aos investimentos de seu portfólio observam critérios técnicos, regulatórios e de proteção ao interesse de seus acionistas e stakeholders, sempre em conformidade com as normas aplicáveis ao mercado de capitais", informou o banco.

Prorrogação

Na semana passada, a Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 60 dias para encerrar as investigações sobre as operações entre o banco Master e o BRB. De acordo com a PF, foram encontradas suspeitas de participação de outros diretores na compra das carteiras de crédito sem lastro.

Segundo o presidente do BRB, Nelson de Souza, pelo menos R$ 8,8 bilhões da carteira de créditos do Master compradas pelo banco correspondem a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.

No final de maio, o BRB fechou um acordo de R$6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que foi homologado entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a União pelo Supremo Tribunal Federal. No entanto, o empréstimo segue travado.