DF reforça combate a incêndios após 50 dias sem chuva
Bombeiros mantêm a operação Verde Vivo para antecipar ações de proteção
O Distrito Federal está há mais de 50 dias sem chuva e mantém alerta para o risco de incêndios em áreas de vegetação. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a última precipitação ocorreu em 25 de junho.
Uma massa de ar seco sobre o Centro-Oeste reduz a formação de nuvens e deve manter a estiagem nas próximas semanas. A baixa umidade do ar, o calor nas tardes e os ventos de fracos a moderados reduzem a umidade disponível no solo e no Cerrado.
O Inmet prevê a continuidade da baixa umidade, com possibilidade de níveis críticos à tarde e emissão de avisos meteorológicos.
No Plano Piloto, as mínimas devem ficar entre 14°C e 16°C, enquanto as máximas variam de 30°C a 31°C.
No Paranoá, a mínima tende a ficar 1°C abaixo da prevista para o Plano. No Gama, a máxima pode ser, em média, 1°C superior. Rajadas de vento também podem ocorrer.
Para reduzir o risco nas unidades de conservação (UCs), equipes realizaram cerca de 300 hectares de queima prescrita e abriram 50 quilômetros de aceiros em 2026.
A estrutura conta com 150 brigadistas contratados por dois anos para ações preventivas durante todo o ano.
O monitoramento das áreas atingidas usa o Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas (Promaq), responsável pela produção de mapas e relatórios.
Entre 2020 e 2024, houve maior recorrência de incêndios nos parques distritais Boca da Mata e Recanto das Emas, na Área de Relevante Interesse Ecológico Granja do Ipê e em outras unidades.
A operação Verde Vivo 2026, do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), começou em abril e tem previsão de continuar até novembro. Na fase crítica, o planejamento prevê até 169 combatentes, 35 viaturas, aeronaves e drones.
Até o último dia 16, foram registradas 3,7 mil ocorrências de incêndio em vegetação. Em 2025, no mesmo período, foram 4,3 mil casos.
A estratégia prevê ações antecipadas para reduzir o material que pode alimentar as chamas. O trabalho inclui vigilância, manutenção de faixas sem vegetação e a utilização de recursos aéreos.
De acordo com a Agência Brasília, os incêndios causam a perda de biomessa após consumir a matéria orgânica superficial do solo, deixando-o desprotegido e mais suscetível a processos de erosão.