STJ volta a julgar recurso do MPDFT no "Crime da 113 Sul"
Votos apresentados anteriormente durante a plenária virtual são anulados
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), retomou o julgamento nesta terça-feira (4), dos recursos apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), contra a decisão de setembro do ano passado que anulou a condenação de Adriana Villela, condenada a 61 anos de prisão pelo assassinato dos pais e da funcionária, em 2009, no chamado "Crime da 113 Sul".
O julgamento começou em junho, no plenário virtual da Corte, no entanto, foi interrompido após o ministro Carlos Pires Brandão ter pedido destaque.
A sessão presencial estava marcada para começar às 14h. Com a retomada, os votos que tinham sido apresentados anteriormente são anulados e devem ser proferidos novamente.
Durante o julgamento virtual, o relator do caso, ministro Sebastião Reis Júnior, votou para manter a anulação da condenação de Adriana Villela. Já o ministro Rogério Schietti Cruz votou contra o relator e pediu a execução imediata da pena privativa de liberdade.
Em 2 de setembro de 2025, ao julgar recurso da defesa, a Sexta Turma, por 3 votos a 2, anulou a condenação de Adriana Villela e reabriu a fase de produção de provas. Por meio dos embargos de declaração, o MPDFT pede que o STJ reavalie a decisão.
No recurso apresentado, o Ministério Público aponta omissões, contradições e obscuridades no acórdão e pede que, sanados esses pontos, seja restabelecida a condenação imposta pelo Tribunal do Júri, com início imediato do cumprimento da pena.
Na avaliação do MPDFT, não há fundamento para anular toda a ação penal, especialmente porque o STJ já havia reconhecido, em julgamento anterior, a validade da decisão de pronúncia, que levou a acusada ao tribunal do júri.
O caso
Em agosto de 2009, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, sua esposa, a advogada Maria Carvalho Villela, e a ajudante da família, Francisca Nascimento da Silva, foram assassinados a facadas no apartamento em que moravam, na 113 Sul, em Brasília.
Após anos de investigação, Adriana Villela, filha do casal, foi denunciada pelo MPDFT como mandante do crime. A ré sempre negou participação nos assassinatos e respondeu aos recursos em liberdade.