Arruda diz que crise do BRB está sendo "empurrada"
Pré-candidato ao GDF fez declaração em evento ao lado de Caiado
O pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD), afirmou que o Banco de Brasília (BRB) está "quebrado" e disse que o pedido do presidente da instituição, Nelson de Souza, ao Banco Central para adiar a publicação do balanço financeiro tem o objetivo de "empurrar a crise com a barriga para deixar o BRB quebrar depois da eleição".
O BRB enfrenta uma crise de liquidez após as operações com o banco Master, de Daniel Vorcaro. A declaração do pré-candidato foi dada nesta quarta-feira (29), durante o evento "O DF de Mãos Dadas com o Entorno", realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.
"Estão empurrando com a barriga para deixar o BRB quebrar depois da eleição. Dá pra salvar o BRB? Claro que sim. Como? Fechando as 19 agências fora de Brasília; acabando com o patrocínio de time de futebol, de Fórmula 1 e de sala VIP de autoridades e trazendo o FCO, que é o Fundo do Centro-Oeste. São 15 bilhões por ano para serem aplicados no BRB."
O encontro foi promovido pelo ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), e reuniu lideranças do União Brasil e prefeitos do Entorno, além da primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado.
Caiado tenta uma aproximação entre os governos do DF e de Goiás, especialmente para fortalecer o desenvolvimento do Entorno.
Arruda defendeu a ampliação da malha metroviária do Distrito Federal como alternativa para enfrentar a crise do transporte público. Como proposta, Arruda afirmou que pretende expandir o sistema para integrar o DF aos municípios do Entorno.
"Eu quero levar o metrô de Ceilândia para o Sol Nascente às Águas Lindas. Um metrô para Gama e Santa Maria, saindo para Novo Gama, Valparaíso e Ocidental, até Luziânia", defendeu.
Arruda não comentou sobre o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei da Ficha Limpa. O julgamento está suspenso após pedido de vista.
Condenado por improbidade administrativa em desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, Arruda poderá ser beneficiado pelo novo entendimento aprovado no Congresso, que alterou as regras de contagem do prazo de inelegibilidade. Pela regra original da Lei, ele permaneceria inelegível até 2038.