Distrito Federal tem 2ª maior taxa deestelionato do país

Anuário de Segurança Pública revela que DF registrou 1.717 ocorrências

Por

São Paulo e Distrito Federal lideram notificações de estelionato

O Distrito Federal registrou 1.717 notificações de estelionato para cada 100 mil habitantes. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgados nesta quinta-feira (23).

Segundo o Anuário, o padrão sugerido pelos dados é o de que a taxa de registros acompanha, ainda que imperfeitamente, o grau de bancarização, digitalização e integração ao sistema financeiro formal de cada estado — o que ajuda a explicar por que unidades mais urbanizadas e digitalmente conectadas, como São Paulo e Distrito Federal, encabeçam a lista.

O FBSP destaca que diferentes investigações vêm confirmando o envolvimento direto de facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho (CV) — na exploração desse mercado.

O Fórum destaca que o "Estado brasileiro, em seus distintos Poderes e instâncias governo, não consegue dar conta de um quadro de impunidade quase absoluta em torno dos golpes e fraudes associadas ao crime de estelionato, mesmo reconhecendo que esforços estejam sendo feitos."

De acordo com os dados do Anuário, o Distrito Federal também registrou aumento de notificações de estelionato por meio eletrônico. Em 2024, foram registrados 18.690 casos e, em 2025, 25.658, o que representa uma variação de 36,6%. O percentual é o segundo maior do ranking entre as Unidades Federativas (UFs).

Golpes mais comuns

O Anuário revela os golpes mais comuns no crime de estelionato, enfatizando a clonagem ou troca de cartão de crédito, o golpe do WhatsApp, o golpe da falsa Central, o golpe do Pix e o golpe do uso indevido de CPF via SMS.

A Clonagem ou troca de cartão de crédito reúne várias formas de obtenção e uso indevido dos dados do cartão da vítima.

Na clonagem, os criminosos capturam informações como número, data de validade e código de segurança por meio de páginas falsas, maquininhas adulteradas, vazamentos de dados ou contatos fraudulentos, passando depois a realizar compras sem autorização.

O Fórum ressalta que o "crescimento dos estelionatos não representa apenas a expansão de um tipo penal específico, mas revela uma mudança profunda na economia do crime brasileiro."