Banco Central pede explicações sobre situação do BRB

Autoridade monetária acompanha crise de liquidez do Banco de Brasília

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Ato pressiona contra o acordo para salvar o BRB

O Banco Central (BC) pediu explicações ao Banco de Brasília (BRB) sobre a utilização de recursos do Tesouro do Distrito Federal que estão sendo usados para garantir a liquidez da instituição. O BC estabeleceu prazo até esta quarta-feira (22) para que o BRB informe qual montante do capital de giro diário depende do caixa do Governo do Distrito Federal.

O GDF é acionista majoritário e controlador do BRB e o Tesouro do DF é o órgão central responsável por gerenciar e controlar os recursos financeiros, a dívida pública e a execução orçamentária da gestão.

O BRB enfrenta uma grave crise de liquidez após a compra das controversas carteiras de crédito do banco Master, de Daniel Vorcaro. Agora, a instituição aguarda o empréstimo de R$6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para impedir uma intervenção do Banco Central. De acordo com o GDF, o empréstimo está em fase final de ajustes.

Na última sexta-feira (17), o BRB e a gestora de ativos Quadra Capital encerraram as negociações para estruturar uma operação envolvendo a compra de ativos que o BRB adquiriu do banco Master.

Divergências

Em nota, o BRB informou que a decisão foi tomada após o fim do período de tratativas previsto entre as partes e ocorreu por divergências sobre os parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados para a operação.

A gestora Quadra Capital formalizou a proposta de adquirir até R$15 bilhões em carteiras do Master compradas pelo BRB em abril. Sendo que o valor de R$4 bilhões seriam repassados à vista e o restante pago em cotas subordinadas de um fundo de investimentos.

Na ocasião, o Banco de Brasília informou, em fato relevante, a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora para a criação de um fundo voltado à transferência desses ativos.

Em 14 de maio, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), chegou a confirmar que o BRB receberia os valores, mas não citou datas. Com o fim das negociações, o banco informou que fará a administração desse processo internamente. O prejuízo causado pela compra de ativos do Master pelo BRB é estimado em R$ 8,8 bilhões.