Deputados questionam versão do GDF sobre BRB

Segundo o governo, relatório sobre impactos nas contas seria preliminar

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Após a repercussão de um relatório que apontaria a necessidade de contingencimento de gastos do Governo do Distrito Federal (GDF) para socorrer o Banco de Brasília (BRB), a Secretaria de Estado de Economia (Seec-DF) respondeu ao Correio da Manhã que o informe noticiado não se trata de um documento oficial, mas uma análise preliminar de caráter interno.

O balanço foi inicialmente divulgado pelo site Metrópoles e foi elaborado pela Secretaria Executiva de Gestão da Estratégia (SGE).

Segundo os dados apresentados, o tamanho da dívida e as cotas oferecidas como contraproposta ao empréstimo para salvar o Banco de Brasília (BRB) forçariam o GDF a contingenciar gastos.

A medida impactaria, por exemplo, a criação de cargos e a realização de concursos públicos.

Ao Correio da Manhã, a Seec informou que a SGE não possui competência para analisar a situação fiscal do DF. A pasta indicou que a realização desse tipo de panorama é atribuída a áreas técnicas de gestão das finanças públicas.

Além disso, ainda de acordo com a Seec, os recentes indicadores fiscais apresentam a recuperação gradual das contas públicas. "Esse é o resultado das medidas de responsabilidade fiscal adotadas pela governadora Celina Leão (PP)", ressaltou em nota.

Ceticismo

O deputado Gabriel Magno (PT) disse à reportagem, porém, que é preciso tratar com ceticismo a versão oficial do Buriti.

O distrital ressaltou que votou contra a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do GDF para 2027 justamente por não haver previsão de impacto do acordo do BRB aos cofres públicos.

"A governadora disse que não haveria impacto. Agora, essa nota de esclarecimento mostra que ela mentiu. Esse empréstimo é um absurdo e coloca em risco as contas do DF", expressou Magno.

"Mesmo que se trate apenas de um documento interno, o governo ainda precisa apresentar os efeitos concretos e quais medidas poderão ser necessárias", afirmou.

Maciel mencionou um estudo da Câmara Legislativa (CLDF) que, na mesma linha, já tinha apontado que o acordo para socorrer o BRB produzirá grandes reflexos na saúde fiscal do DF.