Prazo para BRB divulgar balanço consolidado de 2025 encerra

GDF aguarda ainda etapas finais para empréstimo de R$ 6,6 bilhões

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O Banco de Brasília (BRB) não cumpriu o prazo estabelecido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para divulgar, até esta terça-feira (30), o balanço da recomposição do patrimônio da instituição e o balanço consolidado de 2025. A expectativa, segundo o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, era que o balanço consolidado de 2025 fosse apresentado até o fim de junho.

A divulgação do balanço da recomposição patrimonial depende da conclusão do empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), já aprovado, mas que ainda aguarda aporte do GDF.

Já o balanço de 2025 continua atrasado desde a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apontou uma série de irregularidades e crimes envolvendo o banco Master, de Daniel Vorcaro. O BRB adquiriu carteiras de crédito sem lastro do Master e sofreu prejuízos bilionários.

Em nota, a Secretaria de Economia do DF afirmou que o "GDF já está pronto para assinar o contrato do empréstimo de R$ 6,6 bilhões, mas que depende dos trâmites das instituições financeiras envolvidas e não há prazo legal para sua conclusão."

Durante cumprimento de agenda em São Sebastião, nesta terça-feira (30), a governadora do DF, Celina Leão (PP), disse que o processo está ocorrendo conforme planejado. "Agora é parte burocrática que eles estão assinando. É documento que vai, documento que vem, isso está bem dentro dos planos", afirmou.

Transparência

Celina Leão sancionou com vetos, na semana passada, a lei que autoriza o empréstimo de R$6,6 bilhões para socorrer o BRB, nos termos do acordo fechado com o Supremo Tribunal Federal (STF), no final de maio.

Foram retirados artigos como o que previa que o BRB deveria ressarcir o DF dos valores aportados. Também foram vetados artigos que estabeleciam que o DF deveria preservar, no mínimo 52% das ações com direitos a voto da instituição, condição que garantia o controle acionário majoritário pelo GDF.

Outro trecho derrubado foi o que o governo deveria apresentar à Câmara Legislativa do DF (CLDF) antes da contratação da operação de crédito, as condições previstas no contrato, como taxas de juros, prazo de pagamento e período de carência.