Histórico pesa sobre Ney Ferraz
Alvo da Operação Black-Tie, o ex-secretário de Economia Ney Ferraz já havia sido condenado por lavagem de dinheiro e ocultação de bens em investigação relacionada ao período em que presidiu o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal entre 2019 e 2022. Posteriormente, o Tribunal de Justiça do DF ampliou a pena para nove anos e nove meses por corrupção e lavagem, em decisão que apontou o recebimento de cerca de R$ 1,6 milhão em propina. Servidor público federal do Instituto Nacional do Seguro Social, Ferraz ocupou cargos estratégicos na gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), entre eles a presidência do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor, além das secretarias de Planejamento e de Economia. Após a condenação em segunda instância, pediu exoneração da pasta e afirmou que recorreu ao Superior Tribunal de Justiça para tentar reverter a decisão. A nova operação reacende o foco sobre sua atuação no governo e amplia a pressão sobre investigações em curso.