Gerentes do BRB são alvos de investigação

Operação Crédito Corrompido cumpriu mandados no DF, SP e RJ

Por Por Isabel Dourado

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28), a Operação Crédito Corrompido, que investiga grupos criminosos, compostos por correspondentes e gerentes do Banco Regional de Brasília (BRB), que fraudavam empréstimos ofertados pela instituição.

De acordo com a PCDF, as investigações começaram no ano passado após o banco repassar informações à PCDF sobre uma suposta associação entre empregados do BRB e um grupo envolvido em fraudes relacionadas a empréstimos consignados.

Segundo o BRB, correspondentes bancários ligados ao esquema conhecido como "pastinhas", abordavam clientes através de grupos em redes sociais e se apresentavam como assessores da instituição.

Nesse momento, ofertavam empréstimos, visando captar principalmente pessoas que não fossem elegíveis para a concessão, por serem servidores temporários. Esses "pastinhas" enviavam documentos falsificados às agências e os gerentes envolvidos geravam os contratos através dessa documentação.

Quando os valores dos empréstimos caiam na conta dos clientes, o cliente remetia 30% do valor do empréstimo para o grupo criminoso que, por sua vez, dividia com os gerentes, ou os valores eram desviados diretamente pelos gerentes para a conta dos "pastinhas".

Com o avanço das investigações, a PCDF reuniu provas que reforçaram as suspeitas iniciais apresentadas pelo banco e ampliou a apuração sobre a atuação dos investigados e identificou mais uma frente de atuação criminosa relacionada, agora, a créditos milionários concedidos pelo banco.

Segundo a investigação, funcionários do banco recebiam certa porcentagem dos empréstimos para atuarem na liberação de altos valores em conluio com operadores financeiros.

Mandados

A Polícia Civil cumpriu 16 mandados judiciais de busca e apreensão em endereços residenciais no Distrito Federal e nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do bloqueio de bens e valores de mais de R$ 1 milhão, referente à quantia supostamente recebida por gerente do banco como propina e submetidos a mecanismo de lavagem de dinheiro através de empresa de fachada.

O Banco de Brasília (BRB) disse, em nota, que "segue colaborando integralmente com as autoridades para assegurar a conformidade de suas operações e a devida responsabilização de eventuais envolvidos".