Ciclo de ocupações se repete no DF
A trajetória da 26 de Setembro reforça um padrão conhecido na expansão urbana do Distrito Federal: ocupações irregulares que se consolidam, pressionam o poder público e acabam transformadas em cidades. O roteiro já ocorreu em áreas como Sol Nascente e Pôr do Sol, que começaram com invasões de baixa renda, cresceram rapidamente e, diante da impossibilidade de reversão, foram reconhecidas como regiões administrativas. A diferença agora está no perfil socioeconômico: a 26 de Setembro atraiu majoritariamente famílias de classe média e classe média alta, interessadas em adquirir lotes informais em uma área próxima a Taguatinga e Vicente Pires. O processo seguiu a mesma lógica de expansão à revelia do planejamento, com parcelamentos clandestinos, venda de terrenos sem autorização e posterior demanda por serviços públicos. A pressão por regularização e infraestrutura se intensificou à medida que a ocupação cresceu, repetindo o ciclo que marca a formação de novas áreas urbanas no DF e que agora se repete.