GDF levanta R$ 1 bilhão para socorrer BRB
Valor recebido é referente à securitização da dívida ativa do DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) arrecadou R$1 bilhão com a venda ao BTG Pactual de quotas de securitização da dívida ativa. O montante será usado para reforçar o caixa do Banco Regional de Brasília (BRB), que sofreu prejuízos financeiros após a compra de carteiras fraudulentas do banco Master, de Daniel Vorcaro. O GDF é acionista majoritário do BRB e por isso, o dinheiro será transferido diretamente ao banco público. O valor representará um alívio de liquidez para o BRB.
A securitização é um processo financeiro em que dívidas ou direitos a receber são agrupados e transformados em títulos negociáveis. Isso permite que o governo antecipe o recebimento desses valores. De acordo com a Secretaria de Economia do Distrito Federal, a "operação de securitização é conduzida pelo BRB, enquanto o BTG Pactual atua na estruturação e captação dos recursos no mercado financeiro".
A pasta também informou em nota que a medida faz parte das "ações em andamento para fortalecer a situação financeira do BRB e atender às exigências regulatórias do sistema bancário".
Na semana passada, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), confirmou que o BRB deve receber R$4 bilhões da Quadra Capital. Até agora o BRB recebeu R$1 bilhão da gestora e a expectativa é de que os R$3 bilhões restantes sejam repassados nas próximas semanas. Em abril, a gestora formalizou a proposta de adquirir até R$15 bilhões em carteiras do Master compradas pelo BRB.
Alternativas
O Governo do Distrito Federal tem buscado alternativas para reforçar o capital do Banco de Brasília e cumprir as exigências do Banco Central. A governadora do DF formalizou ao governo federal o pedido de garantia da União para um empréstimo de R$6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para obter o aval da União e o empréstimo, o GDF ofereceu nove imóveis públicos como garantia, entretanto, ainda não recebeu nenhuma resposta.
Balanço atrasado
O BRB tem até o final de maio para divulgar o balanço consolidado de 2025, que deveria ter sido divulgado até 31 de março. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira que multas estão sendo aplicadas ao BRB pelo atraso do balanço financeiro. Segundo ele, o Banco Central não estabeleceu nenhuma data ao BRB. "BC não acordou nenhum prazo com nenhuma instituição. O Banco Central acompanha diariamente condições de liquidez e balanço de todas as instituições", disse.