Crises moldaram o ambiente da ruptura

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Antes do anúncio feito pela governadora Celina Leão (PP), a relação com o grupo do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) já acumulava desgastes administrativos e jurídicos.

A chegada do secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, revelou um rombo de R$ 2,7 bilhões nas contas públicas, enquanto a crise no Banco de Brasília (BRB), agravada pela tentativa de compra do Banco Master iniciada na gestão anterior, levou à demissão de 12 dirigentes ligados ao antigo comando.

A troca da logomarca do governo (Ipê roxo em vez do Ipê amarelo), a revisão do programa Vai de Graça e o tom das campanhas institucionais reforçaram a percepção de que Celina buscava imprimir identidade própria à administração. No campo jurídico, a governadora enfrenta o avanço da Operação Drácon, na qual responde por improbidade administrativa e pode ter direitos políticos afetados em caso de condenação. Esse conjunto de fatores formou o pano de fundo que antecedeu a declaração pública de afastamento.