SES-DF investiga três casos de hantavirose

Sintomas incluem febre, dor de cabeça e dores no corpo

Por Por Isabel Dourado

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) investiga três casos suspeitos de hantavirose no DF. De acordo com a pasta, os casos em investigação envolvem dois moradores do DF e um de outra unidade da Federação, todos com início dos sintomas no mês de abril.

A Secretaria de Saúde reforça que não há registros confirmados da doença no DF desde de 2022. Os casos seguem sob acompanhamento clínico, epidemiológico e laboratorial, conforme os protocolos vigentes de vigilância em saúde.

Infecção transmitida principalmente pela inalação de partículas de poeira formadas a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados, a hantavirose é considerada rara e os casos costumam estar associados a ambientes rurais, galpões fechados, locais com acúmulo de entulho ou áreas com presença de roedores.

A enfermidade é similar a outras doenças respiratórias e virais. Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça e dores no corpo. Em alguns casos, pode ocorrer evolução para tosse seca e cansaço extremo.

Fatores ambientais estão relacionados ao aumento da circulação de roedores silvestres e, consequentemente, ao maior risco de exposição humana. De acordo com a investigação epidemiológica, os pacientes foram testados para outras doenças com sintomas semelhantes. No decorrer da investigação, a hantavirose passou a ser considerada por conta das características clínicas apresentadas pelo histórico de exposição de risco identificado.

Todos os casos seguem com exames laboratoriais em análise no laboratório de referência nacional. Até o momento, não há confirmação laboratorial de hantavirose. Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do DF, Juliane Malta, a investigação também inclui a avaliação de antecedentes ocupacionais e ambientais compatíveis com a hantavirose.

"A Secretaria de Saúde já está realizando a investigação dos casos suspeitos da doença com análise clínica e epidemiológica. A investigação também contempla a avaliação de antecedentes ocupacionais e ambientais compatíveis com a hantavirose, além de monitorar informações que possam subsidiar medidas de prevenção e controle, reduzindo o risco de novos casos", esclarece Malta.

Em casos de acesso a galpões, o ideal é manter o espaço aberto por, no mínimo, quinze minutos. É preciso tomar cuidado em relação às atividades relacionadas ao turismo rural e evitar consumir e manusear frutos caídos. Em casos de suspeita da doença, a orientação é procurar o serviço de saúde mais próximo.