DF ampliará teste para câncer do colo do útero
Teste revoluciona monitoramento do câncer do colo do útero
O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) está entre os pioneiros no Brasil na realização do novo teste de DNA-HPV, um método moderno e inovador para rastreamento do vírus responsável pelo câncer de colo do útero, disponibilizado para a rede pública de saúde.
Capaz de identificar 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV), o exame, oferecido inicialmente em 12 estados brasileiros, permite detectar o vírus antes do aparecimento de lesões ou do desenvolvimento do câncer. A tecnologia representa um avanço no rastreamento precoce da doença. O HPV é a principal causa do câncer do colo do útero, terceiro tipo mais incidente em mulheres.
Os dois tipos mais frequentes de tumor maligno do colo do útero são os carcinomas epidermoides, que representam cerca de 80% dos casos, e os adenocarcinomas, que se originam nas células glandulares do interior do colo do útero e correspondem a uma parcela menor dos casos (entre 10% e 20%).
A doença é prevenível e pode ser curada quando diagnosticada em estágio inicial. O câncer de colo do útero costuma ser mais frequente na faixa dos 30 aos 39 anos, tornando-se ainda mais comum entre os 50 e 60 anos. De acordo com o gerente de Biologia Médica do Lacen-DF, Fabiano Costa, a principal vantagem da nova tecnologia é a maior sensibilidade e precisão no diagnóstico precoce da doença. "Esse é um teste mais sensível, capaz de detectar com mais rapidez a presença do vírus HPV de alto risco, antes mesmo do surgimento das lesões no colo do útero", afirmou ele.
Ampliação
De acordo com informações da Secretaria de Saúde, o projeto piloto começou em março deste ano e já analisou aproximadamente 500 amostras de pacientes das Regiões de Saúde Sudoeste, que engloba Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires e Água Quente e da região de Saúde Oeste, incluindo Brazlândia, Ceilândia, Pôr do Sol/Sol Nascente.
O objetivo é atender 3,5 mil mulheres até o final de junho e identificar os principais desafios na implantação do teste molecular de DNA-HPV que faz parte do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. A nova tecnologia aumenta as chances de cura pelo tratamento precoce.
O teste de DNA-HPV substituirá gradualmente o exame do papanicolau. A estimativa é que em até cinco anos o rastreio beneficiará 7 milhões de mulheres de 25 a 64 anos.