BRB aprova aumento do capital em até R$ 8,8 bilhões

Mané Garrincha deixa hoje de ter o nome do banco

Por Por Isabel Dourado

O Banco de Brasília (BRB) aprovou, nesta quarta-feira (22), o aumento do capital social do banco em até R$8,8 bilhões. A decisão aconteceu durante a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de acionistas. Até então, o valor do capital social do BRB era de R$ 2,34 bilhões. A medida é necessária para reforçar o patrimônio e reequilibrar o balanço do banco, após os prejuízos financeiros devido à compra das controversas carteiras de crédito do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O GDF é acionista majoritário do BRB.

Na assembleia, foi aprovada a autorização para o Conselho de Administração "praticar todos os atos necessários à implementação do aumento de capital". O aumento será realizado por meio de emissão das novas ações, com preço fixado em R$ 5,36. Com isso, o capital do banco pode crescer em até R$ 8,8 bilhões, podendo chegar a R$ 11,161 bilhões. Segundo a presidência do BRB, o valor pode ser obtido por meio de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ou por um fundo criado com base na lei nº 7.845/2026 que autoriza o GDF a usar imóveis para capitalização do BRB.

A administração deliberou propor o presente aumento como medida estruturante destinada a: reforçar a estrutura de capital; fortalecer os indicadores prudenciais e patrimoniais do BRB; assegurar níveis adequados de capitalização e de índice de Basileia; e ampliar a capacidade de crescimento das operações da Companhia. O presidente do BRB comemorou a aprovação do aporte e disse que "o pior já passou". "O banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo", disse o presidente do BRB.

A assembleia desta quarta-feira também homologou o nome do presidente, Nelson Antônio de Souza, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira como conselheiros do BRB. A formalização estava pendente desde o fim do ano passado.

Memorando

Nesta segunda-feira (20), o banco informou, em fato relevante, a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para a criação de um fundo voltado à transferência desses ativos. Segundo o BRB, a operação pode chegar a R$15 bilhões. Apesar do comunicado, não foi detalhado quais ativos serão vendidos, já que as carteiras do banco Master não têm lastros.

Na mesma linha de solucionar a crise do banco e começar a modificar sua forma de atuação, a Arena BSB/SPE S/A, concessionária do estádio de futebol Mané Garrincha comunicou que está encerrado o contrato de naming rights que fazia com que o equipamento e também o Ginásio Nilson Nelson, ao lado, tivesse o nome oficial de Arena BRB.