Mulheres no DF lideram nas faixas de menor renda
Cerca de 36,6% das mulheres recebem até 2 salários mínimos
O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgou, nesta quarta-feira (1º), levantamento sobre o perfil das mulheres no mercado de trabalho e seus níveis de escolaridade. Dados inéditos da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (PDAD) de 2024, indicam que as mulheres estão mais concentradas nas faixas de menor renda: 36,6% recebem entre um e dois salários mínimos, enquanto 26,5% ganham até 1,5 salário mínimo.
Renda menor
Apenas 9,7% das mulheres no Distrito Federal recebem entre entre cinco a dez salários mínimos. Em contraste, os homens apresentam participação proporcionalmente maior nas faixas de renda mais elevadas: 38,4% ganham entre um e dois salários mínimos, e 26% ganham entre dois a cinco salários mínimos; 11,4% ganham entre cinco a dez salários mínimos. Foi utilizado como referência o salário mínimo vigente em julho de 2024, no valor de R$ 1.412,00.
O estudo do Instituto também aponta que as mulheres predominam no emprego assalariado, tanto no setor privado quanto no público. Do total, 47,4% estão empregadas no setor privado, 19,9% no setor público, e 24,3% atuam por conta própria ou como autônomas.
As mulheres têm maior participação nos níveis mais altos de escolaridade, com destaque para o ensino superior completo. Os dados mostram que 38,4% das mulheres possuem o ensino superior; 28,3%. Enquanto 34,8% dos homens tem o ensino superior completo e 27,9% o ensino médio completo.
Procura
De acordo com Instituto, de forma geral, as mulheres convivem com desvantagens em relação aos homens no âmbito do mercado de trabalho, expressas nas diferenças contundentes entre as taxas de desemprego e nos níveis de remuneração.
O IPEDF aponta que esta condição revela um dos mais importantes obstáculos à autonomia econômica feminina. No que se refere ao desemprego, a pesquisa mostra que houve queda tanto para mulheres quanto para homens, entretanto, a redução foi menor entre homens.
Setores como Construção, Transportes, Indústria, Comércio, Tecnologia e Finanças são hegemonicamente masculinos, enquanto os setores de Alojamento, Alimentação, Saúde e Educação são majoritariamente femininos. Nos Serviços Domésticos, mulheres são 96%. O levantamento revela que o rendimento das mulheres é 20% menor do que o dos homens.