Rede de proteção não funciona
Outro dado que chama atenção é a baixa efetividade das medidas protetivas.
A média nacional mostra que 13,1% das vítimas tinham proteção judicial vigente, mas no DF esse índice foi de apenas 4,3%, revelando falhas na articulação entre Judiciário e forças de segurança.
No DF, sete mulheres haviam solicitado medidas antes de serem mortas: em três casos a decisão já fora revogada, em dois o agressor não havia sido intimado e em um estava expirada. Apenas uma vítima tinha proteção válida.
Esses dados evidenciam que, mesmo acionado, o sistema judicial não garantiu efetividade, deixando mulheres expostas ao risco.
A disparidade mostra falhas não só no acesso, mas também na fiscalização e acompanhamento das decisões.
O Fórum destaca que a concessão da medida protetiva, embora essencial, não tem sido suficiente para impedir mortes.
A ausência de monitoramento efetivo e integração entre instituições compromete a eficácia da política.
