DF: implante contraceptivo Implanon chega às UBS

O método tem taxa superior a 99% na prevenção da gravidez

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O implante subdérmico Implanon passa agora a ser oferecido nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Distrito Federal.

O método foi incorporado recentemente ao Sistema Único de Saúde (SUS) e, neste primeiro momento, será destinado a grupos prioritários. O Ministério da Saúde (MS) enviou cerca de 10,1 mil unidades para a rede local.

A Secretaria de Saúde (SES-DF) informou que a ampliação do público atendido ocorrerá após o recebimento de novo quantitativo. Enquanto isso, o acesso seguirá critérios previamente definidos pela pasta.

O Implanon é um implante liberador de etonogestrel inserido sob a pele do braço.

Classificado como contraceptivo reversível de longa duração, pode permanecer no organismo por até três anos. A aplicação é feita por médicos ou enfermeiros capacitados, com anestesia local, em um procedimento considerado simples e rápido.

Por não depender de uso diário ou periódico, como pílulas ou injeções, o método apresenta taxa de eficácia superior a 99% na prevenção da gravidez. A efetividade é comparável à laqueadura, sem necessidade de cirurgia.

A indicação ocorre após avaliação clínica e orientação na atenção primária. Atualmente, a rede do DF disponibiliza preservativos, anticoncepcionais orais, injetáveis, dispositivo intrauterino (DIU) e esterilização cirúrgica. Entre essas opções, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Nesta etapa inicial, o implante será ofertado a meninas e mulheres de 14 a 49 anos que integrem grupos específicos.

Estão incluídas adolescentes de 14 a 19 anos, com ou sem histórico de gestação, mulheres em situação de rua, vivendo com HIV/aids, em uso de talidomida ou parceiras estáveis de usuários do medicamento, além de pacientes com tuberculose MDR em tratamento com aminoglicosídeos. Também fazem parte do público prioritário no SUS mulheres indígenas, imigrantes, refugiadas ou apátridas, com endometriose profunda, profissionais do sexo e homens trans.

A lista contempla ainda mulheres privadas de liberdade, adolescentes em medida socioeducativa, vítimas de violência sexual que realizaram aborto legal no Programa de Interrupção Gestacional Prevista em Lei (PIGL-DF) e casos de violência doméstica encaminhados por serviços de apoio. Podem receber o implante mulheres com deficiência que não desejem gestar ou cuja condição contraindique gravidez, puérperas de alto risco com comorbidades graves e moradoras de áreas rurais.

A operação é feita nas UBS, por equipes de Saúde da Família.