DF intensifica ações contra bronquiolite em bebês

Prematuros rebem medicamento que protege contra infecções

Por Da Redação

Desde segunda-feira (2), bebês prematuros com menos de 37 semanas de gestação e crianças com comorbidades, como doenças cardíacas, pulmonares, neurológicas ou imunológicas, passaram a receber o Nirsevimabe, medicamento que protege contra infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Fevereiro é o mês de maior incidência de doenças respiratórias em bebês, tornando a medida preventiva ainda mais estratégica.

A aplicação do Nirsevimabe complementa a vacinação de gestantes, disponível a partir da 28ª semana de gestação, ampliando a proteção desde o nascimento. O medicamento é administrado antes do pico da sazonalidade das infecções respiratórias, reduzindo complicações, internações e a ocupação de leitos de UTI neonatal.

Para garantir a aplicação segura e eficiente, profissionais de saúde do DF participaram de capacitação no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). O curso, promovido pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), reuniu equipes das salas de vacinação, núcleos hospitalares de epidemiologia e outros profissionais da rede assistencial.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, o VSR provoca infecções que podem variar de leves a graves, incluindo insuficiência respiratória. A doença atinge principalmente crianças no primeiro ano de vida, e quase todas são expostas ao vírus até os dois anos, podendo ter reinfecções posteriormente.

O vírus é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Nos últimos dois anos, houve aumento significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pelo VSR. O Nirsevimabe surge como uma ferramenta preventiva essencial para reduzir internações e complicações, protegendo os bebês durante os períodos de maior risco.

O Nirsevimabe foi aprovado pela pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro de 2023 e, em fevereiro de 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS recomendou oficialmente sua inclusão no sistema público de saúde. A decisão foi baseada em evidências científicas robustas e análises de custo-efetividade, fortalecendo a proteção da infância e ampliando o acesso a medidas preventivas contra doenças respiratórias graves.

Segundo o Ministério, o medicamento Nirsevimabe deve ser administrado ainda na maternidade ou durante a internação neonatal, desde que o recém-nascido esteja clinicamente estável, sem necessidade de suporte intensivo imediato.