Blitz flagra 28 motoristas alcoolizados no DF

Entre os 278 condutores, 10% tinham ingerido bebida alcoólica

Por Por Isabel Dourado

A Lei Seca, que completou 17 anos em 2025, já trouxe avanços significativos, mas ainda enfrenta diversos desafios. Apesar das campanhas contínuas do Departamento de Trânsito alertando sobre os riscos de dirigir sob a influência de álcool, as ocorrências seguem sendo registradas. Entre sexta-feira e domingo (11), o Detran DF flagrou 28 motoristas dirigindo sob influência de álcool nas vias urbanas, o que representa 10% do total de condutores abordados pelos agentes (278), cerca de 27 condutores se recusaram a realizar o teste de alcoolemia.

Os flagrantes ocorreram nas regiões administrativas de Santa Maria, Vicente Pires e Taguatinga. Segundo informações do Detran, durante as abordagens, outras irregularidades também foram constatadas: nove condutores não habilitados e outros nove conduziam veículos com escapamento alterado. As equipes de policiamento e fiscalização de trânsito do Departamento ainda autuaram 25 condutores por infrações diversas.

Danilo Lino, Diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran do Distrito Federal, afirma que ainda há uma falta de conscientização por parte dos motoristas sobre os perigos de dirigir sob o efeito de álcool.

"A grande consequência são os sinistros de trânsito, o que gera muitas mortes. Mas, além das mortes, temos também muitos motoristas e passageiros que estão se machucando com batidas menores. Esse é outro problema: a pessoa ingere bebida alcoólica, fica com os sentidos alterados, perde o reflexo, e isso, junto com o uso do celular, é outro problema, nós registramos vários acidentes", explica.

O diretor de Policiamento e Fiscalização também chama atenção para os custos gerados. Além das perdas humanas, há despesas com o atendimento hospitalar, o acionamento do Corpo de Bombeiros, da Polícia e do Detran, o que representa um impacto elevado aos cofres públicos.

Uso da inteligência

O Detran tem usado inteligência artificial e outras tecnologias avançadas nas operações com o objetivo de ampliar a eficiência, combater fraudes e amplificar a segurança viária.

"Trabalhamos muito a questão da inteligência operacional, fazemos ações realmente em locais onde há maior concentração de ocorrências. São pontos de grande fluxo, tanto de ida quanto de volta para casa das pessoas, e onde também há muitos acidentes. Muitas vezes, estão relacionadas à alcoolemia ou ao uso do celular. Fazemos muitas operações nesses pontos, mas ainda fala conscientização das pessoas."