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PCDF desmonta esquema fraudulento de álbuns da Copa

Com sites falsos, golpistas teriam movimentado mais de R$ 280 mil

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Denúncia de Taguatinga ajudou a localizar suspeitos em São Paulo e no Paraná

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a segunda etapa da Operação Bafo, que teve como alvo um esquema de vendas pela internet de falsos álbuns da Copa do Mundo de 2026.

A operação foi deflagrada em Mogi das Cruzes (SP), em São Paulo (SP), e em Curitiba (PR), com o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.

A 17ª Delegacia de Polícia (17ª DP) da PCDF conduziu as apurações, que foram iniciadas em fevereiro deste ano.

O caso começou após uma moradora de Taguatinga (DF) relatar que havia pago R$ 97 por um kit de pré-venda do álbum, anunciado em página que imitava a loja oficial da Panini. Ela pagou por Pix, mas não recebeu o produto.

Ao consultar os canais oficiais da empresa, a mulher descobriu que a pré-venda ainda não havia começado.

O delegado-adjunto da 17ªDP, Thiago Boeing, relembrou que, durante o registro da ocorrência, um fato chamou a atenção. "Apesar do baixo valor inicial, encontramos situações semelhantes em outras delegacias", disse.

As diligências identificaram outras 16 ocorrências parecidas, registradas no ano passado, indicando a possível existência de uma rede que usava páginas fraudulentas divulgadas na internet para atrair compradores.

"Durante a primeira fase da operação, foram identificados dois autores responsáveis pelos sites", afirmou Boeing.

A apuração também encontrou movimentações financeiras atípicas, com transferências entre contas de pessoas físicas e empresas.

Cerca de R$ 280 mil foram convertidos em ativos virtuais em menos de dois meses.

Os elementos reunidos pela PCDF apontaram a possível participação conjunta de suspeitos no recebimento e na circulação dos valores obtidos com as vendas. Também havia indícios de mecanismos usados para dificultar o rastreamento do dinheiro.

A etapa incluiu medidas judiciais para permitir o acesso e a extração de dados de celulares e de outros equipamentos eletrônicos que viessem a ser apreendidos. A análise deveria identificar envolvidos na criação e na operação das páginas e esclarecer o caminho dos recursos.

Os investigados poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa.