Intenção de consumo segue acima da média na capital de MS
Medida mede intenção de comprar em Campo Grande e alcançou 108,7 pontos
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Campo Grande (MS) chegou a 108,7 pontos no último mês, acima da média nacional, que alcançou 103,4 pontos. O indicador recuou 0,7% em relação a setembro, mas ficou 3,3% acima de outubro de 2025, quando marcou 105,2 pontos.
Os dados são de pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio MS) e o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio MS (IPF-MS).
Entre as famílias que recebem mais de 10 salários mínimos, o índice chegou a 130,8 pontos, com alta de 0,6% no mês e de 13,1% em relação a outubro do ano passado. Já no grupo com renda de até 10 salários mínimos, a taxa caiu 1% e ficou em 104,4 pontos.
Em 12 meses, o avanço foi de 1,2%. A distância entre os dois segmentos aumentou de 12,4 pontos, em outubro de 2025, para 26,4 pontos neste ano. O resultado indica que a intenção de consumo avançou em ritmo diferente conforme a renda familiar, com maior crescimento entre as famílias que recebem acima de 10 salários mínimos.
O mercado de trabalho é o principal fator de sustentação da confiança. O componente Emprego Atual marcou 141,7 pontos, a maior pontuação entre os itens avaliados. Além disso, 54,6% dos entrevistados disseram sentir mais segurança em relação ao emprego do que há um ano.
Os componentes ligados à renda e às expectativas profissionais apresentaram recuo. A Perspectiva Profissional caiu 1,7% no mês, enquanto a Renda Atual teve queda de 0,6%. Para 47,3% dos consumidores ouvidos na pesquisa, os ganhos mensais permanecem no mesmo nível observado no ano passado.
O acesso ao crédito também ficou abaixo do nível de satisfação. Mesmo com aumento de 1,5% em relação a setembro, o componente registrou 95,4 pontos em outubro. Entre as famílias que recebem até 10 salários mínimos, a pontuação foi de 91,7.
Para 23,7% dos entrevistados, está mais difícil obter crédito; 19,1% afirmam que o acesso ficou mais fácil.
O levantamento periódico mostra as diferenças entre os grupos de renda e reúne avaliações distintas sobre emprego e acesso ao crédito.